Ciência e Tecnologia
publicado em 02/07/2012 às 17h00:00
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Estudo sugere que apanhar na infância eleva de 2% a 7% o risco de desenvolver doenças mentais na idade adulta
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Estudo sugere que apanhar na infância eleva de 2% a 7% o risco de desenvolver doenças mentais na idade adulta

Pessoas que levam surras na infância têm maior risco de sofrer de doenças mentais quando adultas, incluindo distúrbios de humor e ansiedade, além de problemas com o uso abusivo de álcool e drogas. A afirmação é de pesquisadores da University of Manitoba, no Canadá.

Resultados apontam que adultos que apanharam na infância têm risco de 2% a 7% maior de desenvolver doenças mentais. As taxas parecem pequenas, no entanto, segundo os especialistas elas mostram que os castigos físicos podem trazer consequências futuras.

Pesquisas anteriores mostram que crianças abusadas fisicamente apresentam mais distúrbios mentais quando adultos, e têm mais chances de apresentar um comportamento agressivo que crianças que não apanharam.

Entretanto, esses estudos geralmente lidavam com abusos mais graves. A pesquisa atual exclui abuso sexual e qualquer abuso físico que deixe hematomas, cicatrizes ou ferimentos.

O projeto é baseado na uma investigação com mais de 600 adultos dos Estados Unidos e foca em outros castigos físicos, como empurrões, agarrões, tapas ou palmadas. Dois a 5% dos entrevistados sofriam de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, anorexia ou bulimia, o que pode ser atribuído aos castigos na infância. Já 4% a 7% tinham problemas mais sérios, incluindo transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e dificuldades de raciocínio.

Os pesquisadores destacam que o estudo não pode garantir que os castigos físicos sejam a causa das doenças em alguns adultos, e sim que há uma ligação entre as lembranças relacionadas a essas punições e uma maior incidência de problemas mentais. Para a equipe de pesquisa, o estudo serve para lembrar que existem outras opções para disciplinar as crianças, como o reforço positivo e a proibição de algum lazer, o que é mais aconselhado pelos pediatras.

O estudo foi publicado nesta segunda-feira (2) na Pediatrics.

Fonte: Isaude.net
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