Ciência e Tecnologia
publicado em 28/06/2012 às 06h45:00
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Política de emprego também é política de saúde. A afirmação é de pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, que constataram que trabalhadores apresentam taxas de mortalidade mais elevadas, quanto não têm acesso à seguridade social, como seguro-desemprego e outros subsídios destinados a desempregados.

A equipe de pesquisa constatou que trabalhadores de baixa e média qualificação nos Estados Unidos que perdem seus empregos estão mais em risco do que seus colegas alemães, que têm acesso a proteções de emprego e seguros mais robustos.

"Seguro de Emprego faz a diferença para a saúde das populações mais vulneráveis, com salários mais baixos e menor qualificação", diz o principal autor do estudo Chris McLeod, que continua: "para este público, não se trata apenas de perder o emprego, mas perder o emprego e estar à margem do mercado de trabalho."

Nos Estados Unidos, trabalhadores de baixa e média qualificação são cerca de 7 e 3,5 vezes mais propensos à morte do que trabalhadores altamente qualificados

O estudo, publicado online no American Journal of Public Health, comparou as taxas de mortalidade de desempregados com qualificação baixa, média e alta na Alemanha e nos Estados Unidos entre 1984 e 2005. Enquanto os pesquisadores encontraram risco aumentado de morte para todos os trabalhadores desempregados, o risco relativo foi maior para os trabalhadores norte-americanos em quase todas as situações. Trabalhadores norte-americanos de baixa e média qualificação foram cerca de 7 e 3,5 vezes mais propensos à morte do que trabalhadores norte-americanos altamente qualificados ou trabalhadores alemães.

Os EUA e a Alemanha são as duas economias mais bem sucedidas do mundo, mas diferem significativamente em suas políticas de emprego. Alemanha, uma economia de mercado coordenada, tem altos níveis de proteção do emprego e subsídios de desemprego. Já os Estados Unidos, uma economia de mercado liberal, tem baixos níveis de emprego e proteção para desempregados. O estudo descobriu que 75% dos desempregados alemães receberam seguro-desemprego em comparação com apenas 19% dos trabalhadores norte-americanos.

"É importante que reconheçamos como as mudanças proteções de emprego e desemprego podem, inadvertidamente, afetar a saúde das populações mais vulneráveis", conclui McLeod.

Fonte: Isaude.net
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