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publicado em 22/06/2012 às 20h02:00
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Kirsten Gilham, jovem com Síndrome de Williams, passa por um teste de ERP, realizado no estudo
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Kirsten Gilham, jovem com Síndrome de Williams, passa por um teste de ERP, realizado no estudo

Cientistas do Instituto Salk para Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, descobriram que o hormônio ocitocina, conhecido como "hormônio do amor", tem um papel essencial no desenvolvimento da Síndrome de Williams (WS), uma doença genética rara.

A descoberta, publicada na revista Plos One, pode ajudar no entendimento dos sistemas emocionais e comportamentais humanos e levar a novos tratamentos para doenças devastadoras como a Síndrome de Williams, transtorno pós-traumático, ansiedade e autismo.

"A Síndrome de Williams resulta de uma deleção genética muito clara, permitindo-nos explorar a base do comportamento social. Esse estudo nos fornece informações cruciais sobre os genes e as regiões cerebrais envolvidas no controle dos hormônios ocitocina e vasopressina, que podem desempenhar papeis importantes em outras doenças", afirma a coautora da pesquisa Ursula Bellugi.

Para crianças com WS, é mais fácil lidar com pessoas do que objetos inanimados. Apesar dos problemas de saúde, elas são extremamente sociáveis e insistem em fazer contato com os olhos. Eles têm uma afinidade para a música, mas também sofrem de ansiedade elevada, problemas visuais e sofrem condições cardiovasculares. Apesar do desejo de interação social, eles têm dificuldade em criar e manter relacionamentos sociais.

Segundo os pesquisadores, a desregulação dos hormônios ocitocina e vasopressina podem explicar essas situações antagônicas.

No novo estudo, liderado por Julie Korenberg, os cientistas avaliaram 21 participantes, 13 com WS e um grupo controle de oito pessoas sem o transtorno. Como a música é um forte estímulo emocional para eles, os pesquisadores pediram aos participantes que ouvissem canções.

Antes de a música tocar, o sangue dos participantes foi examinado para determinar o nível de ocitocina. Os pesquisadores notaram que pessoas com WS tinham três vezes mais hormônio do que aquelas sem a síndrome. O sangue também foi recolhido em intervalos regulares enquanto a música tocava e analisado mais tarde para verificar rápidas mudanças nos níveis de oxitocina e vasopressina.

As análises mostraram que os níveis de ocitocina e, em menor grau vasopressina, aumentaram significativamente entre os participantes com WS, enquanto entre aqueles sem WS eles se mantiveram inalterados.

Korenberg acredita que as análises de sangue indicam fortemente que a ocitocina e a vasopressina não são regulados corretamente em pessoas com WS, e que as características comportamentais únicas para as pessoas com a síndrome estão relacionadas com este problema.

"Isso mostra que a ocitocina está provável envolvida na resposta emocional desses pacientes", afirma Korenberg.

Para garantir a precisão dos resultados, os participantes também foram convidados a colocar as mãos em uma água fria para testar o estresse negativo, e os mesmos resultados foram produzidos como enquanto os participantes ouviram música. Aqueles com WS experimentaram um aumento de ocitocina e vasopressina, enquanto aqueles sem a síndrome, não.

Os resultados dos ensaios indicam que os níveis aumentados de ocitocina são ligados ao desejo de procurar por interação social, mas também à diminuição da capacidade de processar os sinais sociais.

Segundo os pesquisadores, as descobertas indicam que os genes que faltam em pessoas com a síndrome afetam a liberação de ocitocina e vasopressina no hipotálamo e na glândula pituitária. "O estudo é uma promessa na melhoria do tratamento da Síndrome de Williams e de outros transtornos como autismo por meio da regulamentação dos hormônios ocitocina e vasopressina no cérebro", conclui Korenberg.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net
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