Ciência e Tecnologia
publicado em 22/06/2012 às 10h05:00
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Estudo sobre a expectativa de vida nos Estados Unidos evidencia que as desigualdades sociais do país contribuíram para a estagnação do aumento do tempo médio de vida dos norte-americanos.

O estudo " Stagnating Life Expectancies and Future Prospects in an Age of Uncertaint" foi desenvolvido por pesquisadores das universidades de Rice e do Colorado e será publicado no jornal Social Science Quarterly.

O levantamento avaliou dados sobre a mortalidade nos Estados Unidos de 1930 a 2000 para identificar tendências da expectativa de vida para o ano 2055. Embora os norte-americanos possam esperar ganhos tímidos no tempo de vida de seus cidadãos nos próximos anos (menos que um adicional de três anos até 2055) os Estados Unidos ainda vão continuar bem atrás dos países que apresentam os melhores índices.

Para se ter uma ideia, o tempo médio de vida de uma pessoa nascida nos EUA hoje é de 78,49 anos, o que é significativamente menor do que registrada Mônaco, Macau e Japão, que têm as três maiores expectativas de vida do mundo, 89,68; 84,43 e 83,91 anos, respectivamente.

O presente estudo liderado por Justin Denney evidencia uma estagnação no aumento da expectativa de vida nos Estados Unidos. Dados mostram que os maiores "surtos de crescimento" do tempo médio de vida dos norte-americanos ocorreram entre os anos 1930 e 1950, e durante a década de 1960. "Desde aquela época, os ganhos na expectativa de vida se achataram", diz Denney. Em 1930, a população do país vivia em média 59,85 anos, contra 77,1 em 2000. Para 2055, a expectativa é que a idade média não passe dos 81,5 - idade ainda inferior à registrada pelo Japão atualmente.

"Durante os períodos de expansão na duração da vida, uma expansão semelhante ocorreu entre os grupos mais e menos favorecidos - os ricos ficaram mais ricos, os pobres ficaram mais pobres, a desigualdade cresce e a expectativa de vida é drasticamente afetada", diz Denney.

O pesquisador observa que os gastos desproporcionais com saúde estão entre as causas da contínua queda dos EUA nos rankings internacionais de expectativa de vida. No país, população mais pobre vive aproximadamente cinco anos a menos do que rica.

Denney observa que muitas condições crônicas que levaram a menores ganhos no tempo médio de vida entre os norte-americanos são mais facilmente tratados quando as pessoas estão mais estáveis financeiramente.

"É importante olhar para frente na preparação para as necessidades das populações futuras. Os resultados aqui apresentados ressaltam a necessidade de políticas de saúde e iniciativas destinadas a melhoraria da saúde pública", conclui Denney, chamando atenção para a necessidade de garantir acesso à saúde para as populações carentes.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Rich    Cidadão    Pobre    Cinco anos    Vivem cinco anos a menos    Tempo de vida   
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