Ciência e Tecnologia
publicado em 20/06/2012 às 12h00:00
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Raiva patológica pode ser bloqueada em camundongos. A descoberta realizada por pesquisadores dos Estados Unidos e da Itália abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos contra agressão severa, condição caracterizada por violência súbita, acessos de raiva e reação hostil exagerada ao estresse.

O estudo conduzido na University of Southern California identificou um fator crítico na agressão neurológica: um receptor cerebral que apresenta mal funcionamento em camundongos excessivamente hostis. Quando os pesquisadores "desligaram" este receptor cerebral, que também existe nos seres humanos, a agressão excessiva desapareceu por completo.

Resultados do estudo representam um avanço na descoberta de novos alvos terapêuticos para o desenvolvimento de drogas contra agressão patológica, um componente comum a muitos distúrbios psicológicos; incluindo doença de Alzheimer, autismo, transtorno bipolar e esquizofrenia.

"Queremos encontrar ferramentas que podem reduzir a violência impulsiva", diz o principal autor do estudo Marco Bortolato.

Pesquisas anteriores identificaram uma predisposição genética específica para a agressão patológica: os baixos níveis da enzima monoamina oxidase A (MAO A - sigla em inglês). Tanto homens quanto camundongos machos com deficiência congênita da enzima reagem violentamente em resposta ao estresse.

"O mesmo tipo de mutação que estudamos em ratos está associada com o comportamento criminal, muito violento em seres humanos. Mas nós realmente não entendíamos por que isso acontece", diz Bortolato.

"Queremos encontrar ferramentas que podem reduzir a violência impulsiva", diz o principal autor do estudo Marco Bortolato.

Em estudos anteriores, Bortolato trabalhou para replicar elementos de agressão patológica humana em camundongos, incluindo não apenas baixos níveis de enzimas, mas também a interação da genética com os primeiros eventos estressantes, como trauma e negligência durante a infância.

"Baixos níveis de MAO A é uma base da predisposição para a agressão em humanos. A outra é um encontro com maus-tratos e a combinação dos dois fatores parece ser mortal: resulta consistentemente em violência em adultos", observa Bortolato.

Os pesquisadores mostram que em roedores excessivamente agressivos que tiveram a enzima MAO A suprimida, altos níveis de estímulo elétrico eram necessários para ativar um receptor cerebral de agressão específico no córtex pré-frontal. Mas, mesmo quando este receptor cerebral funcionou, permaneceu ativo apenas por um curto período de tempo.

"O fato de bloquear este receptor moderar a agressão significa que esta descoberta tem muito potencial", diz Bortolato. "Quaisquer que sejam as maneiras ambiente pode afetar o comportamento persistente - e até personalidade a longo prazo - o comportamento é, em última análise suportada por mecanismos biológicos."

Os pesquisadores agora estão estudando os potenciais efeitos colaterais de drogas que reduzem a atividade do receptor de agressão, conhecido como NMDA,

"Nosso desafio agora é entender que ferramentas farmacológicas e que esquemas terapêuticos devem ser administrados para estabilizar os déficits deste receptor. Se conseguirmos isso, este pode ser realmente um achado importante", conclui Bortolato.

Fonte: Isaude.net
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