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publicado em 18/06/2012 às 18h02:00
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Foto: Kallerna/Wikimedia Commons
Macacos da espécie Macaca fascicularis utilizados na pesquisa
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Macacos da espécie Macaca fascicularis utilizados na pesquisa

Pesquisadores canadenses desenvolveram uma terapia baseada na combinação de três anticorpos que é capaz de curar macacos infectados com o vírus Ebola.

Os resultados mostram que o tratamento com o composto ZMAb, desenvolvido por uma equipe da Universidade de Manitoba, neutraliza proteína da superfície do vírus necessária para que o patógeno entre e infecte a célula.

O vírus Ebola (EBOV) é considerado um dos agentes infecciosos mais agressivos e é capaz de causar a morte de seres humanos e primatas não humanos (NHPs) dias após o contato.

Estratégias recentes conseguiram impedir a infecção em NHPs após o tratamento, no entanto, elas funcionam apenas quando são administradas antes ou minutos após a infecção.

Para o trabalho, os pesquisadores administraram ZMAb em quatro macacos da espécie Macaca fascicularis, que estavam infectados com a estirpe mais perigosa do vírus.

O tratamento com ZMAb, que combina três anticorpos monoclonais neutralizantes (mAbs), resultou na sobrevivência completa (quatro de quatro primatas), sem efeitos secundários aparentes quando três doses foram administradas com 3 dias de intervalo começando 24 horas após a infecção por EBOV.

O mesmo tratamento iniciado 48 horas após a exposição ao Ebola resultou na sobrevivência de dois dos quatro macacos com completa recuperação. Os sobreviventes demonstraram uma resposta imune específica contra EBOV.

Como funciona

Os anticorpos foram obtidos a partir de ratos previamente vacinados com fragmentos de vírus.

Segundo os pesquisadores, os três anticorpos diminuem a taxa de replicação do vírus nos macacos infectados até que o próprio sistema imunológico do animal seja capaz de proteger o organismo.

Para isso, os anticorpos atacam e neutralizam uma glicoproteína na superfície do vírus que permite que ele infecte as células. O coquetel químico ZMAb, contendo, portanto, múltiplos anticorpos dirigidos a vários pontos da glicoproteína, torna o vírus incapaz de resistir ao ataque.

ZMAb só é eficaz, no momento, contra a estirpe Zaire, mas a equipe acredita que esta abordagem poderá trabalhar em conjunto com a terapia genética antiviral a fim de tratar a infecção por Ebola em seres humanos no futuro.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Ebola    Vírus Ebola    Anticorpos    ZMAb    Imunoterapia    Universidade de Manitoba   
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