Saúde Pública
publicado em 10/06/2012 às 15h00:00
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Foto: Guto Brito/Fiocruz
Estudo indica o potencial de uso do TTV como um marcador de contaminação de seres humanos na virologia ambiental
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Estudo indica o potencial de uso do TTV como um marcador de contaminação de seres humanos na virologia ambiental

O torque teno vírus (TTV), considerado um vírus "órfão" por não ter doenças diretamente associadas à presença deste vírus, foi identificado pela primeira vez em 1997. Em estudo inédito, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificaram a prevalência, a diversidade genética e a carga viral de TTV em amostras de fezes humanas. O estudo indica o potencial de uso do TTV como um marcador de contaminação de seres humanos, que possa ser empregado como uma ferramenta indicativa de contaminação ambiental.

A presença de TTV também já tinha sido verificada na água, mas nenhum estudo havia realizado um levantamento completo a respeito da presença do TTV nas fezes, o que pode ser importante para embasar que a presença deste vírus em via hídrica pode ser devido a esse tipo de contaminação.

A investigação sugere o TTV como um indicador de presença de vírus no ambiente e de avaliação da qualidade da água. " Apesar de até hoje não ser conhecida nenhuma manifestação de sintoma associada ao TTV, é possível que esse vírus seja responsável por algum tipo de patologia ainda desconhecida. Cada vez mais, grupos de pesquisa em todo o mundo descobrem novos genogrupos de TTV", explica o biólogo Carlos Augusto Nascimento, responsável pelo estudo.

A pesquisa não apenas diagnosticou as amostras, detectando a presença do vírus, como também mapeou a variabilidade genética do TTV. " O objetivo do estudo foi avaliar de forma quantitativa a presença e o tipo de TTV presente em fezes. O vírus é dividido em cinco genogrupos e, a partir desses métodos, foi possível saber o genogrupo mais prevalente nas amostras" , detalha.

" A questão do TTV nas fezes ainda tem muito estudo pela frente, considero interessante, por exemplo, associar diversos fluidos corporais de um mesmo paciente e identificar quais são os tipos de TTV detectados em cada um desses fluidos, assim seria possível identificar se existe algum tipo de tropismo, ou seja, um favorecimento ou facilidade de infecção de determinado tipo do TTV por determinado tipo celular" , conclui.

Fonte: Isaude.net
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