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publicado em 08/06/2012 às 12h00:00
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Foto: Jeff Miller/University of Wisconsin-Madison
Richard Davidson, neurocientista na University of Wisconsin-Madison , envolvido na pesquisa
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Richard Davidson, neurocientista na University of Wisconsin-Madison , envolvido na pesquisa

Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, descobriram que o estresse pode atrasar o desenvolvimento do cérebro nos primeiros anos de vida.

Os resultados sugerem que eventos estressantes intensos afetam o desenvolvimento cerebral das crianças alterando o crescimento de uma parte específica do cérebro e as habilidades associadas a essa região.

O trabalho, publicado no Journal of Neuroscience, mostra que as crianças que sofreram experiências traumáticas mais intensas e duradouras no início da vida tiveram notas mais baixas em testes que medem a memória de trabalho espacial.

A análise do cérebro revelou que o cingulado anterior, uma parte do córtex pré-frontal envolvida na memória de trabalho espacial, ocupa menos espaço em crianças com maior exposição a situações muito estressantes. "Estas são diferenças sutis, mas as diferenças ligadas a importantes habilidades cognitivas", afirma o pesquisador Jamie Hanson.

Para o trabalho, os pesquisadores determinaram os níveis de estresse por meio de entrevistas com crianças de 9 a 14 anos e seus pais.

A equipe de pesquisa, que incluiu os professores Richard Davidson e Seth Pollak, coletaram dados extensos de eventos estressantes de leve a graves.

"Em vez de focar em um tipo específico de estresse, nós tentamos olhar para uma gama de fatores de estresse. Queríamos saber o máximo que podíamos, e depois usar todas essas informações para mais tarde ter uma ideia de quão desafiadora a experiência foi para a criança", observa Hanson.

Os pesquisadores descobriram alterações no tecido do cérebro conhecido como substância branca e massa cinzenta. Nas áreas do cérebro importantes que variaram em volume com o estresse, ambas as substâncias foram menores.

"Substância branca é como a fiação de longa distância do cérebro. Ela conecta partes separadas do cérebro, para que possam compartilhar informações. A massa cinzenta é a matemática. Ela cuida do processamento, usando a informação que é partilhada ao longo das conexões na substância branca", explica Hanson.

A massa cinzenta no início do desenvolvimento parece para permitir flexibilidade, as crianças podem brincar e se destacarem em muitas atividades diferentes. Mas conforme elas crescem, a massa cinzenta vai se diluindo. Ela começa a ser "podada" após a puberdade, enquanto a quantidade de matéria branca cresce na idade adulta.

"Para ambas as matérias, nós vemos volumes menores associados com estresse elevado. Esses tipos de efeitos nesses tecidos precisam ser estudados mais profundamente durante longos períodos de tempo. Entender como essas áreas se alteram em períodos de estresse pode ajudar a entender se isto é apenas um atraso no desenvolvimento ou algo mais duradouro", conclui o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
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