Ciência e Tecnologia
publicado em 31/05/2012 às 21h05:00
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Camundongo dá primeiros passos depois de se submeter ao experimento que combinou dispositivo mecânico com estimulação eletroquímica Técnica restaura movimento corporal de ratos com paralisia.
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Camundongo dá primeiros passos depois de se submeter ao experimento que combinou dispositivo mecânico com estimulação eletroquímica
Técnica restaura movimento corporal de ratos com paralisia.

Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça desenvolveram uma técnica capaz de ' acordar' a medula espinhal e restaurar o movimento corporal de ratos com paralisia.

O estudo, publicado na revista Science, mostra que uma seção separada da medula espinhal pode voltar a funcionar quando sua própria inteligência inata e a capacidade de regeneração são despertadas.

O trabalho, iniciado há cinco anos, utilizou injeções que estimularam os neurônios responsáveis pelos movimentos, seguidas de estimulação eletroquímica e testes com um braço mecânico que ajudaram os camundongos a caminhar, os cientistas conseguiram fazer com que os roedores andassem e realizassem movimentos mais bruscos.

"Depois de duas semanas de neuroreabilitação com uma combinação de armadura robótica e estimulação eletroquímica, nossos camundongos não estavam somente começando a andar, mas andando em marcha e logo começaram a correr, subir escadas e pular obstáculos", afirma o pesquisador Grégoire Courtine.

Segundo os pesquisadores, dentro de certas condições, os resultados sugerem que a recuperação pode ocorrer até em casos de lesões severas.

Como funciona

Para realizar o novo trabalho, Courtine e sua equipe injetaram uma solução química nas veias dos camundongos que desencadeou respostas celulares, como a ligação da dopamina, adrenalina e receptores de serotonina localizados nos neurônios.

Esse coquetel substituiu os neurotransmissores excitando os neurônios a fim de coordenar o movimento inferior do corpo no momento exato.

Depois de cinco a dez minutos da injeção, os cientistas estimularam eletronicamente a medula espinhal com eletrodos implantados em uma camada exterior do canal espinhal chamado espaço epidural.

"Essa estimulação do espaço epidural envia sinais elétricos contínuos entre as fibras dos nervos para quimicamente excitar os neurônios que controlam o movimento da perna", explica uma das autoras da pesquisa Rubia van den Brand.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda não há comprovação de que a técnica funcionaria em seres humanos.

Veja mais detalhes sobres esta pesquisa (em inglês).

epflnews
Cientistas recuperam movimento corporal voluntário de ratos por meio de estímulos.

Fonte: Isaude.net
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