A 65ª Assembléia Mundial da Saúde foi encerrada, neste sábado (26), adotando 21 resoluções e três decisões. Os seis dias de discussões envolveram cerca de 3000 delegados, incluindo ministros da saúde e autoridades de saúde de alto nível dos 194 estados membros da OMS, bem como representantes da sociedade civil.
Entre os desafios estão as doenças não transmissíveis, saúde do idoso e materno-infantil, sub e sobre-nutrição, erradicação da poliomielite e demandas de saúde durante emergências humanitárias, afirmou Margaret Chan, Diretora Geral reeleita da OMS. Como oportunidades, ela destacou as novas possíbilidades de imunização e as estratégias multissetoriais que aparecem com as novas abordagens dos determinantes sociais.
"O conceito de cobertura universal em saúde é a mais poderosa arma que podemos dispor. A saúde pública deve ser uma das principais prioridades em nossos projetos de desenvolvimento, porque sem saúde, nenhum desenvolvimento é possível," afirmou a professora Thérèse N Dri-Yoman, Ministra da Saúde da Côte d Ivoire e presidente da 65ª Assembleia Mundial da Saúde. "Ficou claro, entre todas as apresentações, que a maneira mais segura para reduzir as desigualdades na saúde é através da implementação de cobertura universal em saúde," completa a presidente.
Os estados membros discutiram propostas de reforma em três áreas: programas e definição de prioridades, governança e gestão. Os delegados reafirmaram apoio à agenda de reformas, reiterando a necessidade de uma reforma abrangente para que a OMS possa se tornar mais eficaz em sua função normativa e de assistência técnica, além de melhorar a prestação de contas e a transparência.
Segundo a OMS, os delegados manifestaram ampla aceitação das cinco categorias propostas: doenças transmissíveis, doenças não-transmissíveis, a saúde através do curso de vida, sistemas de saúde e de vigilância, preparação e resposta. Foi destacada, ainda, a importância do foco sobre os determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde.