Ciência e Tecnologia
publicado em 26/05/2012 às 11h00:00
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Estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, sugere que a chave para a motivação é " viver para aprender, não para vencer" . Por outro lado, a motivação pode ser a chave para o sucesso. Estudos anteriores demonstraram que a motivação é capaz de influenciar em resultados de testes de QI.

O presente estudo indica que o estudante ideal é aquele focado no aprendizado, na melhoria dos seus conhecimentos e não em como os colegas o veem. Resumindo, o estudante ideal está centrado na competência e não na competição; em aprender, não em provar o quanto é inteligente ou esperto.

Mas será possível desenvolver essa motivação intrínseca em outros ambientes, nas empresas, por exemplo?

Afinal, em tempos da problemática e egoísta Geração Y, quem não desejaria colaboradores com elevados níveis de engajamento e desempenho, com resiliência frente às falhas e com uma verdadeira sede de conhecimento?

Este foi o tema que apaixonou Paul O'Keefe, na Universidade de Stanford (EUA).

E, segundo suas conclusões, um ambiente que estimule o aprendizado pode automaticamente aumentar a motivação das pessoas, mesmo que elas sejam recém-chegadas de ambientes competitivos.

Estar em um ambiente que estimule o aprendizado pelo aprendizado amortece as preocupações de superar os outros, melhorando a motivação intrínseca.

"Uma vez que essa orientação tenha sido fomentada e reforçada, os padrões adaptativos de motivação se mantêm," afirma o pesquisador. "Isto sugere que a orientação a objetivos pode sobreviver em uma variedade de diferentes climas."

Orientação para objetivos

Orientação para objetivos é o termo psicológico usado para explicar o padrão mental aplicado a atividades relacionadas ao atingimento de metas.

As pessoas tendem a adotar uma abordagem orientada a objetivos dependendo da situação ou do ambiente, e essa adoção adquire uma certa estabilidade ao longo do tempo.

Mas se tratando de uma orientação a objetivos, qual é o foco?

Geralmente há dois tipos de orientação a objetivos que as pessoas adotam: a mestria - ou domínio de um saber - e o desempenho.

A mestria é descrita como um foco no aprendizado e na melhoria - o estudante ideal.

A orientação ao desempenho se concentra em demonstrar competência em relação aos outros - tentar parecer inteligente, ou evitar parecer estúpido, por exemplo, ou simplesmente superar os outros para conseguir uma promoção.

Os psicólogos tendem a concordar que uma orientação à mestria, ou ao domínio de uma área ou de um saber, é altamente adaptativa, e carrega consigo as qualidades mais positivas, incluindo perseverança, busca de desafios e desejo de aprender.

Uma orientação ao desempenho também pode produzir resultados positivos - promoções no emprego, por exemplo - mas com um custo elevado, porque as pessoas focadas em superar os outros e parecer espertas são mais ansiosas e se preocupam mais.

O'Keefe e seus colegas fizeram então diversos experimentos para verificar na prática, se a exposição a ambientes orientados para o aprendizado têm efeitos de longo prazo, eventualmente comprovando sua maior adaptabilidade e seus melhores resultados.

Como há poucos ambientes orientados ao aprendizado, os cientistas queriam saber se a experiência desses ambientes ideais poderia ajudar as pessoas que são deslocadas para ambientes competitivos.

A resposta é parcialmente sim. A valorização dos objetivos mais elevados sobrevive durante um bom tempo.

"As pessoas mantêm esses padrões motivacionais adaptativos mesmo quando vão para um ambiente diferente, que não dá suporte imediato à orientação para o aprendizado," explica o pesquisador.

"Nós queremos criar estudantes, funcionários e membros de equipes ideais. Nós queremos as pessoas fazendo o que fazem porque amam fazê-lo. Sabemos que não é assim que nossa sociedade está estruturada, de forma que o quanto fizermos para incentivar as pessoas a adotar a busca de aprendizado, a mestria, já representará um grande passo nesse sentido," resume O'Keefe.

Segundo ele, professores e gerentes podem dar mais liberdade de escolha e mais autonomia para suas equipes, em vez de darem ordens e ficarem verificando cada detalhe, no "microgerenciamento", que é como os cientistas chamam o famoso "pegar no pé".

Os líderes também podem estruturar ambientes que encorajem os riscos intelectuais, em vez de punir os erros.

A redução das comparações e das competições também pode fomentar a mestria e reduzir as orientações ao desempenho.

Acesse aqui mais informações sobre o estudo.

Fonte: Isaude.net
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