Os pacientes com diagnóstico de hanseníase no estado de Pernambuco terão tratamento integral na rede pública de saúde. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) e o Instituto de Medicina Professor Fernando Figueira (Imip) oficializaram parceria, nesta terça-feira (15), para reforçar o atendimento às pessoas atingidas pela doença.
O estado registra, anualmente, uma média de 3 mil novos casos da doença. Desse total, 10% em menores de 15 anos. Aproximadamente 28% dos casos apresentam graus de incapacidade física, isto é, pacientes com perda de sensibilidade, incapacidades ou deformidades físicas em pés, mãos e olhos.
O convênio garantirá assistência integral para o tratamento de casos graves da doença, possibilitando realização de exames de média e alta complexidade, internamentos e cirurgias.
" A estruturação da rede de atenção terciária servirá para quem está em curso de tratamento, pós-alta ou com sequelas e complicações decorrentes da doença, incluindo cirurgias reparadoras" , afirmou o secretário-executivo de Vigilância em saúde da SES, Eronildo Felisberto.
O serviço no Imip contará com equipe assistencial, incluindo uma médica hansenológa e uma , além do apoio das áreas de neurologia, neurocirurgia, ortopedia, oftalmologia, fisioterapia, reabilitação, farmácia, laboratório e exames de imagem para auxiliar na definição das condutas médicas.
Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase, Ana Wylma Saraiva, que apresentou dados sobre a rede de atenção à saúde da pessoa atingida pela hanseníase, o Imip deverá atender os casos referenciados pela atenção secundária.
" Essa estruturação garantirá o diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, reduzindo as ências causadas pelo dano neural, e minimizando os problemas associados à doença" , disse Wylma.