Geral
publicado em 14/05/2012 às 18h30:00
   Dê o seu voto:

 
tamanho da letra
A-
A+
Foto: Corbis Free
Pesquisa sugere que algumas pessoas são geneticamente predispostas a evitar o consumo de carne
  « Anterior
Próxima »  
Pesquisa sugere que algumas pessoas são geneticamente predispostas a evitar o consumo de carne

A rejeição de vegetarianos por carne pode estar implícita no DNA, segundo um estudo realizado por pesquisadores do Duke University Medical Center, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na revista PLoS One, sugere que algumas pessoas são geneticamente predispostas a achar o cheiro de carne repugnante.

Cientistas da Duke University, trabalhando com colegas na Noruega, descobriram que cerca de 70% das pessoas têm duas cópias funcionais de um gene ligado a um receptor de odor que detecta um composto em mamíferos do sexo masculino chamado androstenona, comum na carne de porco.

Segundo os pesquisadores, pessoas com uma ou nenhuma cópia funcional desse gene podem tolerar o cheiro da androstenona muito melhor do que aquelas com duas cópias.

Estudos anteriores do professor Hiroaki Matsunami, já tinham revelado a genética do receptor de odor para androstenona (OR7D4). No entanto, o pesquisador só lançou um experimento para saber melhor como os seres humanos percebem o cheiro de carne a nível genético após o contato com cientistas da Noruega.

O nível de androstenona em suínos não castrados varia até 6,4 ppm. Na Noruega, o nível de androstenona em animais imunocastrados (utilizando hormônios) é de 0,1 a 0,2 ppm, e em porcos castrados cirurgicamente a taxa se aproxima de zero.

A equipe norueguesa propôs a pesquisa, pois estava preocupada com o que poderia acontecer na Europa se a castração de suínos fosse proibida. Atualmente, a carne de porco de fêmeas e machos castrados é vendida na Europa. A equipe queria saber a reação dos consumidores à carne de animais não castrados.

Para o trabalho, um total de 23 indivíduos foi recrutado: 13 consumidores e 10 profissionais sensoriais.

Quando todos os indivíduos foram divididos em grupos sensíveis e insensíveis de acordo com um teste de cheiro previamente concebido, todos aqueles sensíveis a androstenona tinham o genótipo de RT / RT, com duas cópias do gene RT funcional.

"Os resultados mostraram que as pessoas com duas cópias da variante funcional do gene para o receptor de odor acharam que a carne cheirava pior conforme níveis mais elevados de androstenona eram adicionados", observa Matsunami.

Segundo a equipe, a pesquisa pode ajudar a descobrir outros compostos que são seguros para serem ingeridos, mas que podem bloquear os receptores de androstenone e, assim, reduzir o cheiro da carne.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Vegetarianos    Carne    Odor    Androstenona    Duke University Medical Center    Hiroaki Matsunami   
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia:
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria:


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
Vegetarianos    carne    odor    androstenona    Duke University Medical Center    Hiroaki Matsunami   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.