Ciência e Tecnologia
publicado em 04/05/2012 às 18h30:00
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O equilíbrio das populações de micróbios presentes na vagina pode mudar drasticamente em períodos curtos de tempo em algumas mulheres, mantendo-se o mesmo em outras. É o que mostra um estudo conduzido pelas universidades de Maryland e Idaho. Os cientistas acreditam que estes micróbios afetam a susceptibilidade de uma mulher desenvolver infecções e outras doenças, além disso, esperam que o presente estudo auxilie no desenvolvimento de terapias personalizadas capazes de tratar e prevenir essas condições.

Os pesquisadores utilizaram genômica avançada e tecnologia de bioinformática para analisar os micróbios vaginais encontrados em 32 mulheres, brancas e negras. As análises foram realizadas durante 16 semanas e conduziram à descrição detalhada da flora de micróbios encontrada nas voluntárias

O estudo permite entender melhor como tratar as vaginoses bacterianas, doenças causadas por bactérias caracterizadas por sintomas como corrimentos vaginais de coloração esbranquiçada e cheiro desagradável, além de alta acidez. Mas também tem implicações para entender o risco de doenças venéreas e a fecundação. Diferentes micróbios na vagina poderiam explicar por que uma mulher não consegue engravidar.

O senso comum entre médicos era que os micróbios presentes na vagina das mulheres eram os mesmo, e que eles sofriam alterações ao longo do tempo. Outra idéia tradicional era que essa flora bacteriana era composta lactobacilos, mas o estudo mostrou que não.

O presente estudo liderado por Pawel Gajer, da Universidade de Maryland (EUA), e publicado na revista "Science Translational Medicine", mostrou a presença de cinco grandes tipos de comunidades bacterianas na vagina, que podem mudar bastante em períodos curtos.

As mudanças foram correlacionadas com o ciclo menstrual e a atividade sexual, por exemplo. Mas em algumas mulheres quase não houve mudanças. E, como todas estavam saudáveis, nenhuma das variações pôde ser atribuída a doenças.

Os autores do estudo dizem que os resultados deixam claro, dadas as diferenças individuais ente as mulheres, que as terapias futuras para infecções vaginais precisarão ter como base uma forma de "medicina personalizada".

Acesse aqui mais informações sobre o estudo.

Fonte: Isaude.net
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