Ciência e Tecnologia
publicado em 30/04/2012 às 15h00:00
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Foto: Lee J. Siegel/University of Utah
Foto: Case Western Reserve University/University of Utah
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Darrin Young, líder da pesquisa Microfone inclui um chip de acelerómetro e silício que detectam vibrações e as transformam em sinais eletrónicos Seção transversal da cabeça humana mostrando sistema de implante coclear
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Darrin Young, líder da pesquisa
Microfone inclui um chip de acelerómetro e silício que detectam vibrações e as transformam em sinais eletrónicos
Seção transversal da cabeça humana mostrando sistema de implante coclear

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, desenvolveram um pequeno microfone capaz de tornar os implantes cocleares mais convenientes.

Os implantes cocleares restauram a audição de pessoas surdas de forma eficaz, mas para isso, um microfone e eletrônicos relacionados devem ser usados fora da cabeça, levantando questões de confiabilidade, impedindo que pacientes nadem e criando estigma social.

Agora, os engenheiros dos EUA desenvolveram um protótipo que pode ser implantado no ouvido médio para evitar tais problemas.

Segundo National Institutes of Health, quase 220 mil pessoas em todo o mundo com surdez profunda ou severa deficiência auditiva receberam implantes cocleares, cerca de um terço deles nos Estados Unidos, onde doiMicrogines quintos são crianças.

Em um implante coclear convencional, há três partes principais que são usadas externamente sobre a cabeça atrás da orelha: um microfone para captar o som, um processador de voz e uma bobina de transmissor de rádio. Implantados sob a pele atrás da orelha estão um receptor e estimulador para converter os sinais sonoros em impulsos elétricos, que então passam por um cabo localizado atrás da cóclea do ouvido interno e estimula os nervos auditivos para que o paciente possa ouvir.

"É uma desvantagem ter todas estes dispositivos ligados ao exterior da cabeça. Imagine uma criança usando um microfone atrás da orelha. Ele causa problemas para uma série de atividades. A natação é a questão principal, entre outros empecilhos", afirma o líder da pesquisa Darrin J. Young.

Young acrescenta que para os adultos, a percepção social é a questão principal. Quanto à confiabilidade, ele afirma que se uma pessoa tem fios conectados na parte de fora do couro cabeludo, esses fios podem quebrar.

Em um implante coclear, o microfone processador de sinal e a bobina transmissora usada fora da cabeça enviam sinais para o receptor interno, o qual é implantado no osso sob a pele e envia os sinais para os eletrodos implantados na cóclea para estimular os nervos auditivos. O canal auditivo e o tímpano são ignorados.

O sistema desenvolvido por Young e seus colegas implanta todos os componentes externos. O som se move através do canal auditivo até o tímpano, que vibra como faz normalmente. Um sensor conhecido como acelerômetro é anexado ao umbo para detectar a vibração. O sensor também está ligado a um chip, e juntos eles servem como um microfone que capta as vibrações do som e as converte em sinais elétricos enviados para os eletrodos na cóclea.

O dispositivo ainda exigiria que os pacientes usassem um carregador atrás da orelha enquanto dormem para recarregar a bateria implantada. Segundo Young, a bateria pode durar de um a vários dias entre cada carga.

Os pesquisadores acreditam que o microfone também pode ser parte de um aparelho auditivo implantado capaz de substituir aparelhos auditivos convencionais para certa classe de pacientes que têm ossos auditivos degradados e incapazes de transmitir adequadamente os sons dos aparelhos auditivos convencionais.

Testes em cadáveres

Para testar o novo microfone, os pesquisadores usaram os ossos temporais, do lado do crânio, do canal auditivo e do tímpano de quatro cadáveres.

A equipe inseriu tubos com um pequeno alto-falante dentro do canal auditivo e gerou tons de várias frequências e intensidade. Conforme os sons eram captados pelo microfone implantado, os pesquisadores usaram um dispositivo a laser para medir as vibrações dos ossos minúsculos do ouvido.

Eles descobriram que o umbo produziu a maior vibração sonora, especialmente se ossos pequenos do ouvido foram removidos em uma cirurgia anterior.

Os experimentos mostraram que quando a unidade protótipo microfone estava ligada ela pode captar volumes médios de conversação, mas teve problemas para detectar sons de baixa frequência.

Young planeja, agora, melhorar o microfone para captar sons mais silenciosos e mais profundos.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Implante coclear    Audição    Ouvido médio    Universidade de Utah    Darrin J. Young   
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