Investigadores da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram novos materiais sintéticos baseados em uma proteÃna encontrada em insetos que pode ser útil no tratamento de patologias vocais.
A proteÃna base, chamada resilina, é encontrada nas articulações da perna e da asa bem como nos órgãos que produzem som em insetos como a cigarra. Altamente elástica, ela responde a taxas excepcionalmente altas de velocidade e demonstra resistência inigualável após ser esticada ou deformada.
A lÃder da pesquisa Kristi Kiick, acredita que essa proteÃna também pode ser a chave para desvendar o poder regenerativo de certos tecidos mecanicamente ativos como as cordas vocais.
Por meio do apoio da National Science Foundation, o grupo de pesquisa desenvolveu novos materiais baseados na resilina que têm propriedades mecânicas semelhantes à s da proteÃna natural e que são projetados para suportar o crescimento de tipos múltiplos de células.
Em conjunto com o pesquisador Xinqiao Jia, Kiick iniciou estudos para explorar o potencial desses materiais para o tratamento de distúrbios das pregas vocais em seres humanos.
As pregas vocais vibram mais de 100 vezes por segundo em frequências muito altas, permitindo que os seres humanos formem palavras e falem. Pregas vocais danificadas podem prejudicar a produção da voz, resultando em problemas de saúde.
O desenvolvimento de novos materiais para o tratamento de patologias vocais, no entanto, tem sido dificultado pelos rigorosos requisitos mecânicos da prega vocal, que incluem a capacidade de suportar deformações a frequências tão elevadas como 1 mil Hz, e também a contração total após o alongamento.
Combinando células multipotentes, matrizes de hidrogel biomiméticas e bioativas e estÃmulos externos vibratórios de alta frequência, os pesquisadores têm feito progressos significativos para a engenharia de pregas vocais artificiais.
Equipamentos sofisticados permitiram ao grupo analisar as propriedades mecânicas dos vários tecidos vocais e os materiais de substituição das frequências de fonação.
Para complementar este trabalho, Kiick desenvolveu um novo hidrogel de polipeptÃdeo que apresenta caracterÃsticas e capacidades semelhantes à resilina natural.
O hidrogel não só imita as propriedades mecânicas naturais da proteÃna, mas também tem sido modificado para conter módulos que suportam a adesão celular e a degradação, fatores importantes para o crescimento do tecido nativo no gel.
Agora, Kiick e Jia estão estudando estes novos materiais para determinar se eles podem ser usados na regeneração da prega vocal em humanos. A equipe de pesquisa planeja cultivar células-tronco mesenquimais (hMSCs) tiradas da medula óssea de pacientes adultos, nessas matrizes para determinar se as células se transformam em tipos de células encontradas na prega vocal.
Palavras-chave: Patologias vocais
Pregas vocais
ProteÃna resilina
Universidade de Delaware
Kristi Kiick
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