Ciência e Tecnologia
publicado em 24/04/2012 às 13h01:00
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Em artigo científico publicado no início de abril no The American Journal of Sports Medicine, dos EUA, um grupo de pesquisadores brasileiros mostrou que o uso do PRP, plasma rico em plaquetas, durante cirurgia para cura de lesão no tendão patelar (no joelho) favoreceu a cicatrização do tecido lesionado. O uso do material teve efeito positivo tanto na análise da ressonância magnética após seis meses, quanto na redução da dor no período pós-operatório.

O estudo foi realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da USP, com 27 pacientes, divididos aleatoriamente para receber ou não o PRP na lesão: 12 receberam o PRP e 15 não receberam.

O PRP é um produto terapêutico autólogo (do próprio paciente), com uso já rotineiro em cirurgias ortopédicas. O procedimento é feito no momento da cirurgia, com o sangue periférico (retirado da circulação) desse paciente.

Grande parte da alta qualidade do PRP vem do sistema de Aférese. Essa é a tecnologia de preparo mais confiável, já que processa automaticamente o sangue periférico e permite a coleta de altas concentrações de plaquetas que, colocadas no local da cirurgia, estimulam o desenvolvimento de células-tronco e a regeneração do tecido da lesão. Tudo com baixíssimos riscos de contaminação, já que a Aférese é um tipo de fracionador de sangue em sistema totalmente blindado.

Pelo sistema de aférese, após transformar as plaquetas em um gel, ele é colocado nas lesões osteomusculares, durante a cirurgia. "É o único sistema que assegura um produto com altíssimo número de plaquetas e segurança biológica, sendo que as hemácias são devolvidas ao organismo do paciente" , informa o médico Luiz César Espirandelli, do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Para o diretor técnico da Criogênesis, empresa que produziu o PRP, Nelson Tatsui que também atua no Hospital das Clínicas da USP, este plasma, além de ser indicado para atletas de alta performance, tem boas indicações para diferentes áreas da medicina.

Na USP o PRP fez parte de três protocolos de pesquisa. Um deles foi publicado no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. (veja aqui)

Já o outro foi destaque em artigo da Revista Brasileira de Ortopedia. (Confira na íntegra)

E o terceiro como tese do Dr. Adriano Marques de Almeida com o título " Efeito do plasma rico em plaquetas na regeneração do terço central do ligamento da patela: estudo prospectivo randomizado" . (Leia mais)

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Plasma    PRP    Plaqueta    Cirurgia    Pós-operatório    The American Journal of Sports Medicine    USP    Universidade de São Paulo   
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