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publicado em 23/04/2012 às 16h08:00
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Um pino odontológico translúcido e feito de fibra de vidro já está no mercado. Ele diminui o tempo, de 5 minutos para no máximo 30 segundos, da cura (endurecimento) de resinas e cimentos usados na restauração e obturação dentárias. O conhecimento que tornou possível o desenvolvimento desse novo produto odontológico foi gerado durante a tese de doutorado do pesquisador Valdemir dos Santos, orientado pelo professor Elson Longo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Durante sua pesquisa, Santos sintetizou de forma inovadora com o uso de micro-ondas o molibdato de cálcio, a partir do cloreto de cálcio e do molibdato de sódio, que tem propriedades fotoluminescentes. " Quando sofrem a incidência de luz azul [por uma lâmpada ou led em uma espécie de bastão usado pelo dentista] de comprimento de onda de 460 a 490 nanômetros, as partículas desse material existentes no pino fotoluminescem, ou seja, emitem luz, funcionando de maneira semelhante a um led" , explica Longo. "É ele que faz a cura do cimento ou resina usada no tratamento dentário."

Os pinos que foram desenvolvidos pela Angelus são compostos de 80% de fibra de vidro e 20% de resina epóxi, dopada com nanopartículas de molibdato de cálcio. Eles têm cerca de 2 centímetros de comprimento e 1,4 milímetro de diâmetro em sua parte mais espessa. " Mesmo com uma estrutura rígida e compacta, como os pinos de fibra de vidro são translúcidos, há a passagem de 12% da luz incidente, quantidade suficiente para a polimerização dos materiais" , explica Longo. " O processo de endurecimento é mais rápido porque, diferentemente do que ocorre com pinos opacos, a luz vai até regiões mais fundas do dente, às quais não chegaria sem este canal de transmissão. Isso torna o produto um veículo importante para que o dentista tenha certeza de que seu trabalho foi finalizado com sucesso."

Além dos pinos fotoluminescentes, que geraram uma patente, a parceria entre a Angelus e o professor Longo, que começou há oito anos, quando ele lecionava na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), rendeu outro produto inovador, a embalagem inteligente. Em formato de um pequeno tubo, com cinco centímetros de comprimento, ela é feita de 98,5% de polipropileno e 1,5% de agentes antimicrobianos. Longo explica que bactérias e fungos necessitam de molibdênio para o seu metabolismo. " Esse elemento faz parte do mecanismo catalítico das enzimas, processo fundamental para a digestão dos alimentos que consomem, desempenhando um papel fundamental na metalobioquímica [nome que se dá ao metabolismo dos seres que consomem metais] desses microrganismos" , diz. " Por isso, eles irão buscá-lo em qualquer lugar para sua sobrevivência."

Essa característica foi usada contra os microrganismos. Para isso, os pesquisadores utilizaram nanopartículas de molibdato de sódio e de molibdato de cálcio e de prata, misturadas ao polipropileno ainda fundido. Quando esse plástico é injetado num molde e se solidifica, formando a embalagem, as partículas dos molibdatos e da prata se concentram em alguns pontos aleatórios que atraem as bactérias e fungos. Na verdade, é uma armadilha. " Os molibdatos, além de atraírem os microrganismos, direcionam a emissão da luz do material para um comprimento de onda específico, que ativa o complexo à base de prata e elimina os fungos e as bactérias" , explica Longo. " Por isso a embalagem é considerada inteligente."

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Pinos odontológicos    Resina    Obturação    Recuperação    Odontologia    Unesp   
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