Ciência e Tecnologia
publicado em 22/04/2012 às 12h45:00
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Foto: Anne Rayner/Vanderbilt University
Natalia Jimenez-Truque (esq.) e Buddy Creech, autor sênior do estudo
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Natalia Jimenez-Truque (esq.) e Buddy Creech, autor sênior do estudo

A necessidade de colher amostras do nariz de mulheres grávidas e recém-nascidos para verificar presença de MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) pode ser infundada. É o que sugere estudo conduzido por pesquisadores de Vanderbilt, no Canadá, e publicado na edição online da revista Pediatrics.

O autor sênior do estudo, Buddy Creech, observa que existe o receio de que mães portadoras do MRSA possam transmitir a infecção aos seus bebês recém-nascidos, no entanto, resultados da pesquisa apontam que raramente os bebês ficam doentes devido infecções por MRSA, apesar de muitas vezes carregarem o germe.

O estudo envolveu mais de 500 mulheres grávidas em Nashville e Memphis, nos Estados Unidos. Swabs (esfregaços) nasais e vaginais forma colhidos e testados para a presença de bactérias em intervalos regulares, incluindo o momento do parto. As amostras dos bebês foram colhidas logo após o nascimento e aos dois e quatro meses de idade.

"Resultados mostram uma transmissão vertical tímida de MRSA da mãe para filho", diz Creech. Ele explica que aos poucos, o contato das mães com os bebês transmite o germe, que já é identificado em um maior númera de crianças aos dois meses de idade."

"Isto sugere que uma mãe que carrega a bactérias S. aureus no nariz irá transmiti-la ao seu bebê e torná-lo colonizado dentro de seis a oito semanas após o nascimento, o que é chamado de transmissão horizontal", explica.

O pesquisador relata que o estudo aponta que 20% das mulheres terão MRSA, assim como o mesmo número de bebês com oito semanas de idade. No entanto, Creech reforça que o número de crianças que irão desenvolver a doença é muito baixo. "Um monte de bebês são colonizados. Um monte. Vinte por cento com menos de 2 meses de idade é a mais alta taxa que já vi, mas em nosso estudo apenas dois bebês tem doença", exemplifica.

"Neste momento, a melhor ação quando uma colonização de MRSA é detectada em uma mulher grávida é nenhuma ação", sugere o pesquisador.

O próximo passo da pesquisa é verifica se a transmissão de MRSA de mãe para filho pode apresentar benefícios, como, por exemplo, maior proteção contra doenças mais graves causadas por MRSA mais tarde na vida.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   MRSA    Staphylococcus aureus resistente à meticilina    Mulher    Mulheres grávidas    Recém-nascidos      
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