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publicado em 15/04/2012 às 14h30:00
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David Sheinberg, autor sênior do estudo
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David Sheinberg, autor sênior do estudo

Cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, descobriram como duas classes de neurônios desempenham papéis distintos para melhorar a capacidade do cérebro para aprender a reconhecer objetos como familiares.

A pesquisa, publicada na revista Neuron, ajuda a melhorar a compreensão da maleabilidade do processo de reconhecimento.

Pesquisas anteriores mostraram que este tipo de aprendizagem se baseia no córtex temporal inferior. Os cientistas já sabiam da importância da área no reconhecimento visual de itens familiares, mas não tinham descoberto as etapas necessárias para transformar esses objetos de 'novidade' para 'conhecidos', um processo que eles chamam de "plasticidade".

"Sabemos pouco sobre isso por causa do nível em que essa plasticidade está ocorrendo. O funcionamento interno de neurônios individuais torna muito difícil realmente acompanhar o que está acontecendo nesse nível", afirma o autor sênior David Sheinberg.

Trabalhando com dois macacos, eles monitoraram a atividade de neurônios únicos usando microeletrodos minúsculos. Sheinberg e seus colegas seguiram os padrões de disparo de neurônios individuais no córtex temporal inferior enquanto os animais visualizavam 125 objetos que eles haviam sido treinados para reconhecer e 125 outros que nunca tinham visto antes.

Os cientistas descobriram que as duas classes principais de células encontradas no cérebro, excitatórias e inibitórias, responderam de forma diferente dependendo do que os macacos viram.

Neurônios excitatórios foram especialmente ativos quando os macacos viram um objeto familiar. Neurônios inibitórios, entretanto, eram muito mais ativos quando os macacos viam qualquer imagem nova, independente da identidade real do objeto.

Sheinberg e o pesquisador Luke Woloszyn foram capazes de distinguir entre as classes de neurônios pelas formas das variações de tensão captadas pelos microeletrodos. Neurônios excitatórios tiveram picos caracteristicamente gerais, enquanto os neurônios inibitórios tiveram picos mais estreitos.

Os pesquisadores especularam que as diferentes funções das células e o momento específico de suas respostas pode ser explicado pela seguinte interação: Quando o macaco vê algo familiar, isso dispara os neurônios excitatórios para sinalizar o reconhecimento, enviando o sinal para outras partes do cérebro para conduzir a resposta apropriada de comportamento. Mas quando o macaco vê algo estranho, a resposta excitatória é mais difusa, permitindo que os neurônios inibitórios mantenham sua atividade elevada, o que, por sua vez, sinaliza um evento de aprendizagem.

"Quando um objeto familiar é reconhecido, isso é um sinal positivo e pode levar o sistema a seguir em frente. Na ausência desse sinal, significa que o objeto não é familiar, assim, a atividade inibitória em curso realmente promove um processo de aprendizagem", explica Sheinberg.

O estudo pode ajudar a melhorar a compreensão das bases da ciência ligadas ao processo de aprendizagem para finalmente tratar pessoas que sofreram traumatismo crânio-encefálico.

"Nós estamos apenas começando a apreciar a interação entre estes tipos de células que podem apoiar a aprendizagem e reorganização", conclui o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Aprendizagem    Plasticidade    Reconhecimento    Neurônios    Brown University    David Sheinberg   
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