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publicado em 10/04/2012 às 16h30:00
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Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, revelou que pelo menos parte da bondade e generosidade das pessoas é derivada de seus genes.

O trabalho, publicado na revista Psychological Science, mostra que variações genéticas ligadas aos hormônios ocitocina e vasopressina permitem às pessoas superarem os sentimentos ruins e ajudar outras pessoas.

Para o estudo, a equipe avaliou o comportamento de pessoas que têm versões de genes receptores para dois hormônios associados com a gentileza. Pesquisas anteriores já tinham ligado os hormônios ocitocina e vasopressina ao modo como umas pessoas tratam as outras.

Segundo os pesquisadores, esses hormônios são conhecidos por tornar as pessoas melhores, pelo menos em relacionamentos íntimos. A ocitocina promove o comportamento materno e indivíduos expostos ao hormônio demonstram maior sociabilidade.

O líder da pesquisa Michel Poulin e seus colegas explicam que os hormônios agem se ligando às células através de receptores que vêm em formas diferentes. Existem vários genes que controlam a função de receptores de ocitocina e vasopressina.

Os participantes foram entrevistados quanto às suas atitudes em relação ao dever cívico, outras pessoas e o mundo em geral e sobre suas atividades beneficentes.

Dos entrevistados, 711 indivíduos forneceram uma amostra de saliva para análise de DNA, que mostraram que forma eles tinham dos receptores de ocitocina e vasopressina.

"O estudo constatou que esses genes combinados com a percepção das pessoas do mundo como um lugar mais ou menos ameaçador têm potencial para prever generosidade", afirma Poulin.

Os participantes do estudo que classificaram o mundo como 'ameaçador' eram menos propensas a ajudar os outros, a menos que eles tivessem versões dos genes dos receptores que são geralmente associados com a gentileza.

De acordo com Poulin, estas versões "melhores" dos genes permite às pessoas superarem os sentimentos ruins e ajudar outras pessoas, apesar dos próprios temores.

"O fato de que os genes previram o comportamento apenas por meio da combinação com as experiências das pessoas e os sentimentos sobre o mundo não é surpreendente, porque a maioria das conexões entre o DNA e o comportamento social é complexa. Então, se uma pessoa parece generosa e atenciosa enquanto outra parece mais egoísta, o DNA pode ajudar a explicar o porquê dessa diferença", afirma Poulin.

Poulin ressalta que eles não encontraram o gene da gentileza, mas sim um gene que contribui para essa característica.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Gentileza    Bondade    Variações genéticas    Ocitocina    Vasopressina    Universidade de Buffalo    Michel Poulin   
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