Ciência e Tecnologia
publicado em 09/04/2012 às 19h00:00
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Foto: CSIRO
Aparelho produz plasma que pode livrar a pele de bactérias
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Aparelho produz plasma que pode livrar a pele de bactérias

Um grupo de cientistas chineses e australianos desenvolveu um dispositivo portátil capaz de remover bactérias da pele em poucos instantes.

A ferramenta, nomeada de 'lanterna de plasma' pode ser usada em ambulâncias de emergência, situações de desastres naturais e outros casos onde o tratamento rápido é necessário.

O dispositivo é impulsionado por uma bateria e não necessita de qualquer gerador externo. Na experiência, ele eficazmente inativou um biofilme espesso de uma das bactérias mais resistentes a antibióticos, a Enterococcus faecalis, que muitas vezes infecta os canais durante os tratamentos dentários.

Os biofilmes foram criados por incubação das bactérias durante sete dias. Eles tinham cerca de 25 micrômetros de espessura e possuíam 17 camadas diferentes de bactérias. Cada uma foi tratada durante cinco minutos com a lanterna plasma e, em seguida, analisadas para ver quantas bactérias sobreviveram.

Os resultados mostraram que o plasma não só inativou a camada superior de células, mas penetrou profundamente na parte inferior das camadas para matar todas as bactérias.

"As bactérias formam biofilmes espessos, o que as torna extremamente resistentes à inativação. As altas temperaturas são comumente usadas, mas elas, no entanto, queimam a pele. Neste estudo, escolhemos um exemplo extremo para demonstrar que a lanterna de plasma pode ser muito eficaz, mesmo à temperatura ambiente. Para as bactérias individuais, o tempo de inativação pode ser apenas alguns segundos", afirma o coautor do estudo Kostya (Ken) Ostrikov do Plasma Nanoscience Centre Australia.

O plasma tem mostrado previamente o seu valor na indústria médica através da eficácia em matar bactérias e vírus na superfície da pele e na água.

Embora o mecanismo exato por trás do efeito antibacteriano do plasma seja em grande parte desconhecido, os pesquisadores acreditam que as reações entre o plasma e o ar que o rodeia criam um coquetel de espécies reativas que são semelhantes aos encontrados no nosso próprio sistema imunitário.

O novo dispositivo pode ser criado facilmente e custa menos de 100 dólares para ser produzido, no entanto, os cientistas ressaltam que algum projeto de miniaturização e de engenharia pode ser necessário para torná-lo mais atraente e pronto para comercialização", conclui Ostrikov.

Fonte: Isaude.net
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