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publicado em 06/04/2012 às 14h00:00
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Crianças que testemunham maus-tratos ou violência familiar apresentam menores quocientes de inteligência (QI) aos 2, 5 e 8 anos de idade, de acordo com pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa mostra que crianças expostas a traumas interpessoais na infância tiveram uma redução de 50% no QI padrão, o equivalente a 7 pontos, em comparação com crianças não expostas.

Segundo os pesquisadores, este efeito é pelo menos tão grande, se não for maior, do que o efeito causado pela exposição ao chumbo.

"Assim como precisamos erradicar a exposição ao chumbo para proteger o QI, esperamos que nossos resultados estimulem os esforços para identificar as famílias em situação de risco e previnam essas situações. Maus-tratos e exposição à violência tendem a ser vistos como problemas de justiça criminal ou serviço social, mas são também importantes questões de saúde pública", afirma a líder do estudo, Michelle Bosquet Enlow.

Os déficits cognitivos mais significativos e duradouros apareceram em crianças expostas ao trauma entre o nascimento e os 2 anos de idade. "Este é um período muito vulnerável, quando o desenvolvimento do cérebro é mais rápido e, portanto, particularmente suscetível aos efeitos da exposição a fatores ambientais, como a violência", observa Bosquet Enlow.

O estudo foi o primeiro a examinar os efeitos do trauma prospectivamente, a partir do nascimento e avaliar as mesmas crianças repetidamente ao longo do tempo.

Bosquet Enlow e seus colegas seguiram 206 crianças de famílias de baixa renda monitoradas para maus-tratos (abuso físico, psicológico, sexual ou negligência) e exposição à violência doméstica.

Medidas de QI foram avaliadas através da Escala de Desenvolvimento Mental de Bayley aos 2, 5 e 8 anos.

Aos 5 anos de idade, 37% das crianças apresentaram algum tipo de trauma interpessoal, com 5% expostas apenas na infância (0-24 meses), 13% somente na pré-escola (24 a 64 meses) e 19% na em infância e na pré-escolar.

Crianças expostas na infância apresentaram pontuações cognitivas menores em todas as idades testadas. Aos 2 anos de idade, elas tiveram marcações médias de 90 na escala de Bayley, contra 106 entre crianças com 2 anos que não foram expostas a nenhuma violência. Aos 8 anos, crianças expostas ao trauma apresentaram escores médios de 95, contra 107 para aquelas que nunca foram expostas.

Bosquet Enlow espera que seus resultados encorajem pediatras a conversar sobre a possibilidade de que uma criança está sofrendo abuso ou assistindo a violência e os danos que isso pode causar à saúde das crianças.

Fonte: Isaude.net
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