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publicado em 15/10/2009 às 20h57:00
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Mais de 90% dos paulistanos concordam com as medidas da lei antifumo no estado

 
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O conhecimento dos paulistanos sobre a lei antifumo no estado cresceu de julho para agosto e passou de 96% para 99%. Segmentos formados por jovens e por pessoas de classe econômica e escolaridade mais baixas tiveram o seu nível de informação melhorado. Além disso, mais de 90% dos fumantes e não fumantes concordam que a lei vai trazer benefícios à própria saúde e da família, avaliam a proibição como sendo justa e acreditam que ela vai permitir a todos reivindicar o direito de respirar ar puro.

Estas são algumas das conclusões da nova pesquisa que a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) encomendou ao Instituto Datafolha, para conhecer a percepção da população paulistana, na faixa etária de 18 a 45 anos, sobre fumo passivo e avaliar a lembrança de campanhas antifumo. A pesquisa foi realizada em duas etapas. Uma fase entre os dias 22 e 23 de julho, com base na campanha do governo de São Paulo, com o médico Dráuzio Varella. A última entre 18 e 20 de agosto, após a veiculação da campanha da ACT em São Paulo, cujo slogan é " Quem não fuma não é obrigado a fumar" .

Outros resultados relativos à nova lei também apresentaram alterações da 1ª para a 2ª etapa como o pessimismo em relação às dificuldades para aceitação da nova lei diminui e o percentual dos que acham que haverá muita dificuldade para concordância com a nova legislação caiu de 52% para 41%.

A disposição para informar violação à lei cresceu 11% no período, passou de 55% para 66%. Ainda segundo o levantamento os não fumantes são os mais dispostos a informar violação (70%), mas surpreendentemente 53% dos fumantes também declararam essa disposição.

O público-alvo da pesquisa foi formado por homens e mulheres, de 18 a 45 anos, residentes na cidade de São Paulo. Ao todo, mais de 1,2 mil pessoas foram entrevistadas, sendo 603 na primeira etapa e 618 na segunda. Entre os entrevistados, 24% eram fumantes e 76% não fumantes. Destes, 22% diariamente e 2% menos que uma vez por dia, com uma média de 14 cigarros consumidos por dia. Metade gostaria de parar imediatamente e mais de dois terços, num prazo de até 12 meses. Efetivamente, mais da metade dos fumantes tentou parar nos últimos 12 meses: quase a metade deles ficou sem fumar por um período igual ou inferior a 10 dias.

Alguns segmentos apresentam maior incidência de fumantes: sexo masculino, classes DE, escolaridade fundamental e renda até 2 salários mínimos (percentuais próximos de 30%). O dado positivo é que os segmentos de menor renda, escolaridade e classe econômica têm maior desejo de parar de fumar. Entre os não fumantes, embora sejam maioria, eles não possuem o hábito de pedir para outras pessoas pararem de fumar perto deles: apenas 48% fizeram esse pedido pelo menos algumas vezes.

" Essa pesquisa deixa uma mensagem muito clara: os ambientes livres de fumo são totalmente aprovados pela população, incluindo os fumantes. Não há nada de inconstitucional neles e a população entende que tem o direito de respirar um ar livre de fumaça de cigarro. É simples" , diz Paula Johns, diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo.

Sobre os direitos dos não fumantes

Fumantes e não fumantes mostram-se muito conscientes quanto aos direitos dos não fumantes e quanto aos efeitos da fumaça do cigarro na saúde dos não fumantes e das pessoas em geral.

Entre os dois segmentos há concordância praticamente total de que " a fumaça do cigarro é perigosa para os não fumantes" e que " os funcionários e os clientes que trabalham em locais coletivos têm o direito de respirar ar puro, livre da fumaça do cigarro" .

Há menor concordância (em torno de 50%) de que " as pessoas que fumam estão cada vez mais marginalizadas" e de que, " se alguém não quiser respirar a fumaça do cigarro deve ir para outro lugar" , o que revela também o conhecimento e aceitação dos limites impostos aos fumantes.

Outro dado revelado pela pesquisa é a baixa concordância de todos os entrevistados com relação à frase " os fumantes têm o direito de fumar dentro de locais fechados de uso coletivo" : apenas uma minoria concorda, embora com diferenças entre fumantes e não fumantes. É interessante observar os dados separadamente por etapas: na 2ª, realizada após a vigência da nova lei, o percentual de concordância cai de 16% para 9%, o que comprova o efeito das novas medidas, bem como das propagandas e campanhas efetuadas no período.

O Datafolha identificou uma diferença significativa entre os dois segmentos com relação à frase " você fica incomodado quando alguém fuma perto de você" , que teve maior concordância entre não fumantes (91% x 54% entre Fumantes). Em todo caso, é significativo e surpreendente que mais da metade dos fumantes tenham declarado se sentir incomodados quando alguém fuma próximo.

O fumo nas empresas e na mídia

Nesta pesquisa ACT/Datafolha, foi possível perceber a política das empresas onde os entrevistados trabalham com relação ao fumo. A maioria delas mostra adequação à nova lei, não permitindo o fumo em áreas fechadas. Da 1ª para a 2ª onda houve crescimento no percentual de empresas que não permitem o fumo em local fechado, coerentemente com a data em que a nova lei entrou em vigor (início de agosto 2009), passando de 63% para 74%.

O Datafolha também verificou os hábitos de mídia dos entrevistados e chegou à conclusão que a grande maioria deles teve acesso a notícias sobre fumo na TV, rádio ou jornais nos últimos 30 dias. O acesso às notícias sobre fumo cresceu significativamente entre a 1ª e a 2ª etapas: em agosto, 50% declararam ter ouvido notícias sobre fumo todos os dias, comparado com 17% da primeira etapa,feita em julho.

Fonte: ACT
   Palavras-chave:   Lei antifumo    Tabagismo    ACT    Datafolha    Dráuzio Varella    Fumantes    Paula Johns   
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