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publicado em 02/04/2012 às 15h00:00
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As mulheres gastam mais tempo durante o trabalho de parto nos dias de hoje do que há 50 anos. É o que revela uma análise de quase 140 mil nascimentos realizada por pesquisadores do National Institutes of Health, nos Estados Unidos.

A pesquisa mostra que a primeira fase do trabalho de parto aumentou em 2,6 horas para mães de primeira viagem. Para as mulheres que já tinham filhos, esta fase inicial do parto foi duas vezes mais longa no últimos anos do que para as mulheres na década de 1960. Na primeira etapa do trabalho de parto, o colo do útero se dilata até que seja grande o suficiente para permitir que a cabeça do bebê passe. O segundo estágio é o nascimento, de fato, do bebê.

Os recém-nascidos no grupo mais contemporâneo também nasceram cinco dias antes, em média, do que aqueles nascidos na década de 1960, e tendem a pesar mais. No momento do parto, as mães da década de 2000 foram cerca de quatro anos mais velhas, em média, do que aquelas no grupo de 1960.

"As mães mais velhas tendem a demorar mais tempo para dar à luz do que as mães mais jovens. No entanto, quando levamos em conta a idade materna ela não explica completamente a diferença na duração dos partos", afirma a principal autora do estudo, S. Katherine Laughon.

Entre as mudanças na prática de partos os investigadores descobriram um aumento na utilização da anestesia epidural para diminuir a dor do trabalho de parto. Para o grupo contemporâneo, injeções peridurais foram usadas em mais de metade dos partos recentes, em comparação com apenas 4% dos partos na década de 1960. Os autores do estudo observaram que a anestesia epidural aumenta a duração do parto, mas também não é responsável por todo o aumento.

Os médicos da década de 2000 também administraram o hormônio oxitocina mais frequentemente, em 31% dos partos, em comparação com 12% em 1960. A ocitocina é dada para acelerar o trabalho, muitas vezes quando as contrações parecem ter diminuído.

A análise, publicada na revista American Journal of Obstetrics and Gynecology, comparou dados de cerca de 40 mil partos entre 1959 e 1966, com registros de quase 100 mil partos ocorridos entre 2002 e 2008.

A equipe descobriu que em 1960 era comum o uso da episiotomia (incisão cirúrgica para ampliar a abertura vaginal durante o parto) e o uso de fórceps, instrumentos cirúrgicos utilizados para extrair o bebê do canal de nascimento.

Na prática atual, os médicos podem intervir quando o trabalho deixa de progredir. Isso acontece se a dilatação do colo do útero diminui ou a fase ativa do trabalho para por várias horas. Nestes casos, a intervenção pode incluir a administração de ocitocina ou a realização de uma cesariana.

Os resultados constataram que a taxa de cesárea foi quatro vezes maior hoje em dia do que era há 50 anos, 12% em comparação com 3%.

Os autores observam que, embora o estudo não identifique todos os fatores que contribuem para uma maior duração do trabalho de parto, os resultados indicam que as práticas atuais de entrega podem ter de ser reavaliadas.

De acordo com eles, a mudança significativa provavelmente ocorre devido a alterações na prática clínica dentro das salas de parto.

Fonte: Isaude.net
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