Saúde Pública
publicado em 16/10/2009 às 15h50:00
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Deficiência de vitamina D em mulheres na pré-menopausa pode aumentar o risco de desenvolver hipertensão, segundo pesquisa apresentada na 63ª Conferência de Pesquisa em Pressão Alta da Associação Norte-Americana do Coração, no fim de setembro.

Os pesquisadores examinaram mulheres registradas no Estudo de Metabolismo e Saúde Óssea de Michigan e analisaram dados de outras 559 mulheres caucasianas que vivem na cidade de Tecumseh, no mesmo estado. O estudo começou em 1992, quando o grupo de mulheres tinha idade média de 38 anos.

Os cientistas examinaram a pressão sanguínea das voluntárias anualmente durante todo o estudo. Os níveis de vitamina D no sangue foram medidos em 1993.

Segundo a pesquisa, as mulheres em pré-menopausa, que tinham deficiência de vitamina D em 1993, apresentaram risco três vezes maior de desenvolverem hipertensão arterial sistólica 15 anos depois, em comparação com aquelas que tinham níveis normais.

" O estudo se diferencia de outros porque teve uma duração de 15 anos, ou seja, foi feito um acompanhamento muito mais longo do que a maioria dos trabalhos. Os resultados indicam que a deficiência inicial de vitamina D pode aumentar o risco, a longo prazo, de pressão alta em mulheres de meia-idade" , disse autora do estudo Flojaune Griffin, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan.

Na fase inicial da pesquisa, 2% das mulheres tinham sido diagnosticadas ou eram tratadas para hipertensão e 4% tinham hipertensão não dignosticada - definida como 140 milímetros de mercúrio (mmHg) ou mais. Mas 15 anos depois foi observada uma diferença significativa: 19% das mulheres tinham sido diagnosticadas ou estavam sendo tratadas para a hipertensão e 6% tinham o problema ainda não diagnosticado.

Os pesquisadores controlaram as variáveis por idade, massa gorda, uso de medicação anti-hipertensiva e tabagismo. A pressão sistólica é a pressão do sangue nos vasos quando o coração bate.

Os pesquisadores determinaram a situação da vitamina D por meio da medição das concentrações de 25-hidroxivitamina D 25(OH)D no sangue. Produzida pelo fígado e também conhecida como calcidiol, a 25 (OH) D é o mais abundante metabólito circulante da vitamina D. O teste de 25 (OH) D é o mais usado para determinar a deficiência da vitamina.

Para deficiência de vitamina D, o estudo tomou como base valores inferiores a 80 nanomoles por litro. Os autores apontam que há atualmente, especialmente entre mulheres, uma deficiência generalizada da vitamina. O motivo principal é que muitas mulheres não têm se exposto o suficiente à luz solar - a vitamina D é sintetizada na pele por meio da ação dos raios ultravioleta.

A vitamina D também pode ser ingerida em suplementos, mas não há um consenso, apontam os responsáveis pelo estudo, a respeito de qual seria a dose ideal. Alguns pesquisadores apontam que a quantidade recomendada atualmente, de 400 a 600 unidades internacionais (UI), seria muito pouco.

Fonte: AMERICAN HEART
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