Ciência e Tecnologia
publicado em 31/03/2012 às 12h40:00
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Foto: MPI of Immunology and Epigenetics
Reconstituição de um rudimento disfuncional do timo (células verdes) por inúmeras células hematopoéticas (células vermelhas)
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Reconstituição de um rudimento disfuncional do timo (células verdes) por inúmeras células hematopoéticas (células vermelhas)

Uma equipe de pesquisadores do Max Planck Institute of Immunology and Epigenetics, em Freiburg, gerou um tecido artificial do timo em um embrião de rato para permitir a maturação das células do sistema imunológico. Neste processo, eles descobriram quais moléculas de sinalização controlam a maturação de células T. Os resultados representam o primeiro passo para a produção de glândulas do timo artificiais, que poderão ser usadas para aumentar ou substituir o órgão.

"Nossos resultados não são apenas de relevância para a compreensão dos processos imunológicos fundamentais. Eles constituem também marcos do desenvolvimento de timos artificiais. Isso significa que, um dia, seremos capazes de ajudar os pacientes cujos timos foram danificados, por exemplo, como resultado do tratamento do câncer", disse Thomas Boehm.

O timo desempenha um papel-chave na resposta imunológica do organismo. É lá que os linfócitos T ou células T, um tipo importante de células do sistema imunológico de defesa, maturam. Diferentes tipos de células T, designadas para realizar tarefas específicas, surgem a partir de células progenitoras que migram para o timo a partir da medula óssea.

Como parte da resposta imune, as células T são responsáveis por rastrear e destruir as células intrusas e degeneradas no corpo. Seus progenitores são formados na medula óssea. Atraídos por sinais químicos, eles migram de lá para o Timo. Esse pequeno órgão, que está localizado acima do coração, é dividido em nichos que fornecem às células as condições ambientais necessárias para as diferentes fases de desenvolvimento. As células amadurecem em diferentes tipos de células T, que são finalmente liberadas no corpo.

Combinação de proteínas

As substâncias de sinalização que são ativas nos vários nichos do timo desempenham um papel crucial na maturação das células progenitoras. Uma combinação de quatro proteínas determina quais células progenitoras são atraídas para um nicho particular no timo e como elas se desenvolvem lá. Não se sabia anteriormente qual era a combinação de fatores responsável pelo desenvolvimento de um tipo particular de célula.

Os pesquisadores já conseguiram explicar o mecanismo de controle.

"O desenvolvimento das células progenitoras depende de, surpreendentemente, poucos fatores e segue regras simples. Por exemplo, apenas dois fatores, CXCL12 e Dll4, são suficientes para que os progenitores das células T completem metade de seu desenvolvimento. A partir desse ponto, leva-se apenas alguns passos até que sejam formados dois tipos de células T maduras com as moléculas de superfície CD4 e CD8. Anteriormente, assumiu-se que o processo de monitoramento era muito mais complicado", disse Thomas Boehm.

A fim de testar como as diferentes combinações dos quatro fatores genéticos afetam a diferenciação e a maturação das células imunes, os pesquisadores criaram um ambiente artificial do timo em embriões de rato. Para fazer isso, eles desativaram o fator de transcrição Foxn1. O Fox1 assegura que todos os genes no DNA que codificam para as quatro proteínas diferentes sejam lidos. O Foxn1 é, então, uma espécie de "interruptor geral" com o qual todos os genes relevantes podem ser desligados de uma só vez. Tendo gerado tecido não funcional do timo, desta forma, os pesquisadores então ativaram de novo os genes individualmente e em combinação e observaram os efeitos associados sobre o desenvolvimento das células progenitoras.

Curiosamente, os cientistas também conseguiram atrair os progenitores de linfócitos B e de mastócitos para o ambiente artificial de timo e permitir que eles amadurecessem por lá. Estes dois tipos de células imunológicas normalmente se desenvolvem apenas na medula óssea. Ao desligar o Notch ligante Dll4, os pesquisadores também conseguiram controlar a maturação destas células artificiais no timo. Isto sugere que os fatores genéticos que atuam na medula óssea são semelhantes àqueles no timo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Timo    Células imunológicas    Moléculas de sinalização    Resposta imune    Linfócitos T   
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