Ciência e Tecnologia
publicado em 28/03/2012 às 12h03:00
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Reprodução: University of Georgia
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Qun Zhao (camisa cinza), líder da pesquisa Qun Zhao, professor de física no Franklin College of Arts and Sciences
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Qun Zhao (camisa cinza), líder da pesquisa
Qun Zhao, professor de física no Franklin College of Arts and Sciences

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, utilizaram uma corrente magnética induzida por nanopartículas para destruir células tumorais da cabeça e do pescoço de ratos em meia hora, sem prejudicar células saudáveis.

O tratamento age sobre células de tumores cancerosos compostas de um tipo de tecido que cobre a superfície do corpo, conhecido como epitélio.

Os resultados, publicados na revista Theranostics, marcam a primeira vez que este tipo de câncer foi tratado com hipertermia induzida por nanopartículas com óxido de ferro magnético em ratos de laboratório.

Diversos pesquisadores em todo o mundo estão explorando o uso de nanopartículas aquecidas como um potencial tratamento do câncer. Estudos anteriores demonstraram que temperaturas elevadas criadas através da combinação de nanopartículas de óxido de ferro magnético com fortes correntes magnéticas alternadas podem criar calor suficiente para matar as células tumorais.

Para a experiência, investigadores injetaram uma pequena quantidade de solução de nanopartículas diretamente no local do tumor. Eles então colocaram os ratos anestesiados em um tubo de plástico embrulhado com uma bobina de fio que gerou campos magnéticos de direções alternadas de 100 mil vezes em cada segundo.

Os campos magnéticos produzidos pela bobina de fio aqueceram apenas as nanopartículas concentradas no interior do tumor canceroso e deixaram as células vizinhas e tecidos saudáveis não afetados.

De acordo com o líder da pesquisa, Qun Zhao, o estudo abre caminho para novos estudos para testar o uso de um material de nanopartículas biodegradáveis similar ao óxido de ferro magnético para outras funções no combate ao câncer, tais como transporte e entrega de drogas anti-câncer no local do tumor.

A abordagem também pode ajudar os médicos a detectar câncer, mesmo que o tumor não seja visível a olho nu, com a ajuda de uma ressonância magnética.

Zhao está otimista sobre suas descobertas, mas explicou que estudos futuros devem incluir animais maiores antes que uma experimentação clínica humana possa ser considerada.

UniversityOfGeorgia
Pesquisadores da Universidade da Geórgia usaram nanopartículas magnéticas e correntes alternadas para testar tratamento para o câncer de cabeça e pescoço em camundongos.

Fonte: Isaude.net
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