Saúde Pública
publicado em 27/03/2012 às 20h00:00
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Foto: Kalman Zabarsky/Boston University
Deborah Anderson, líder da pesquisa
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Deborah Anderson, líder da pesquisa

A terapia antirretroviral altamente ativa (HAART) não suprime completamente o HIV no sêmen de homens sexualmente ativos que fazem sexo com outros homens, de acordo com um estudo realizado nos Esatdos Unidos.

Os resultados indicam um risco potencial de transmissão entre essa parcela da população, que é altamente suscetível à infecção pelo HIV.

HAART, que é o principal tratamento para o HIV, consiste de uma combinação de potentes drogas anti-HIV, que geralmente suprimem os níveis do vírus no sangue e no sêmen, e impede a transmissão de HIV a parceiros sexuais.

No entanto, homens sexualmente ativos que fazem sexo com outros homens têm uma elevada prevalência de infecções sexualmente transmissíveis que são um fator de risco para transmissão do HIV.

Para determinar a porcentagem de HIV no sêmen de homens tratados com HAART, a equipe de pesquisa liderada por Deborah Anderson recrutou 101 homens.

Eles mediram os níveis de HIV no sangue e sêmen, e examinaram a relação entre o HIV no sêmen e outras variáveis clínicas, comportamentais e biológicos.

Dezoito por cento dos homens tinham o HIV no sangue, apesar de estarem recebendo HAART, e metade destes homens também tinham HIV no sêmen. "Tem sido demonstrado que os níveis de HIV no sangue periférico é um importante preditor de HIV seminal", explicou o principal autor Joseph Politch, da Boston University School of Medicine.

Dos 83 homens com HIV indetectável no plasma do sangue, 25% tinham o HIV no sêmen. Detecção de HIV no sêmen foi fortemente associada com comportamento sexual de alto risco (desprotegido), infecções sexualmente transmissíveis e inflamação genital.

"Nosso estudo fornece evidência de que infecções genitais e inflamação são comuns em infectados pelo HIV que se envolvem em relações sexuais desprotegidas, e que estes fatores podem promover o HIV no trato genital de homens em terapia HAART, mesmo quando o HIV não é detectável no sangue", explica Politch.

Segundo a equipe, como essa população é mais vulnerável à infecção pelo HIV do que os homens heterossexuais, o estudo tem significado clínico potencial para a epidemia de HIV.

Cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo vivem com AIDS e 1,8 milhões de mortes e 2,6 milhões de novas infecções ocorrem anualmente. Relação sexual sem proteção é a via mais comum através da qual o HIV é transmitido, e o sêmen de homens infectados pelo HIV é uma fonte importante do vírus.

Fonte: Isaude.net
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