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publicado em 26/03/2012 às 20h00:00
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Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram como as células dendríticas do sistema imunológico se tornam mais especializadas para lutar contra o agente patogênico bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), que causa a hanseníase.

Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, mostram que as células dendríticas, que se localizam no local da infecção, fornecem informações essenciais sobre o patógeno invasor a fim de ajudar a ativar as células T na produção de um ataque mais eficaz.

Os pesquisadores já sabiam que as células dendríticas eram importantes para uma forte resposta imune e que o número dessas células no local da infecção estava positivamente correlacionado com uma reação mais forte. No entanto, até agora, eles não compreendiam como as células dendríticas se tornam mais especializada para lidar com tipos específicos de infecções.

A equipe descobriu que uma proteína chamada NOD2 provoca uma molécula de sinalização celular conhecida como interleucina-32 que induz células imunológicas chamadas monócitos a se tornarem células dendríticas especializadas que transportam informação.

"Esta é a primeira vez que esta via de combate à infecção com células dendríticas é identificado como importante na luta contra a doença humana", afirma o autor do estudo Mirjam Schenk.

Para o trabalho, os cientistas utilizaram monócitos do sangue de ambos doadores saudáveis e doentes com lepra e incubaram as células com o agente patogênico M. leprae ou partes específicas de microbactérias conhecidas por desencadearem NOD2 e TLR2, ambos os associados com a ativação do sistema imune.

Os pesquisadores queriam investigar como estas proteínas podem desencadear mecanismos que "ligam" diferentes receptores imunes que reconhecem partes específicas do micróbio em uma infecção.

A via NOD2 - interleucina-32 foi a mais eficaz e fez com que os monócitos se transformassem em células dendríticas, que carregam informações importantes sobre o patógeno para as células T.

"Ficamos surpresos ao encontrar a elevada potência das células dendríticas no desencadeamento de certas respostas específicas de células T, que podem ser úteis no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para doenças infecciosas e o câncer", ressalta o pesquisador sênior Robert Modlin.

Segundo os pesquisadores, a hanseníase é um bom modelo para estudar mecanismos imunes de defesa no hospedeiro, uma vez que se apresenta como um espectro clínico que se correlaciona com o nível e o tipo de resposta imune do patógeno.

Na próxima etapa da pesquisa, os cientistas vão tentar entender melhor como manipular o sistema imunológico inato para induzir uma resposta imune potente contra infecções humanas e, possivelmente, contra o câncer.

Fonte: Isaude.net
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