Ciência e Tecnologia
publicado em 09/04/2012 às 17h41:00
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Durante os últimos 40 anos, a radiação tem sido o método mais eficaz para tratar dos tumores cerebrais mortais chamados glioblastomas. Mas, embora a tecnologia de direcionamento do ataque tenha sido refinada, os feixes de radiação ainda devem passar através do tecido saudável do cérebro para alcançar o tumor, e os pacientes só podem tolerar pequenas quantidades antes de desenvolverem efeitos colaterais graves.

Um grupo de pesquisadores do University of Texas Health Science Center, em nos Estados Unidos, desenvolveu uma maneira de entregar a radiação de nanopartículas diretamente ao tumor cerebral e de mantê-la lá. O método medica o próprio tumor com níveis muito mais elevados de radiação - de 20 a 30 vezes mais do que a dose atual da radioterapia para os pacientes - mas poupa uma área muito maior de tecido cerebral.

O estudo, publicado hoje na revista Neuro-Oncology, foi bem sucedido o suficiente nos experimentos laboratoriais que estão sendo preparados para iniciar um ensaio clínico no Cancer Therapy & Research Center (CTRC), disse Andrew Brenner, o autor correspondente do estudo e neuro-oncologista do CTRC que conduzirá o ensaio clínico.

"Vimos que poderíamos entregar doses muito mais altas de radiação nos modelos animais. Nós fomos capazes de entregá-las com segurança e conseguimos erradicar completamente os tumores", disse Brenner.

A radiação vem na forma de um isótopo chamado rênio-186, que tem uma meia-vida curta. Quando colocado no interior do tumor, o rênio emite uma radiação que só se estende a alguns milímetros.

Mas simplesmente colocar o rênio em um tumor no cérebro não funcionaria bem sem uma maneira de mantê-lo lá - as minúsculas partículas seriam pegas pela corrente sanguínea e levadas. Este problema foi resolvido por uma equipe liderada pelo médico especialista em medicina nuclear William T. Phillips, pela bioquímica Beth A. Goins, do Departamento de Radiologia e por Ande Bao, físico médico e químico farmacêutico do Departamento de Otorrinolaringologia, todos da Faculdade de Medicina do UT Health Science Center. Eles encapsularam o rênio em minúsculas moléculas de gordura, ou lipossomas, com cerca de 100 nanômetros de diâmetro.

"A tecnologia é única. Só nós podemos carregar os lipossomas a estes níveis de radioatividade muito altos", disse Brenner.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Glioblastomas    Tumores cerebrais    Radiação    Tecido cerebral    Efeitos colaterais   
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