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publicado em 21/03/2012 às 12h07:00
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Pesquisadores da Mount Sinai School of Medicine, nos Estados Unidos, descobriram que produtos químicos similares à maconha ativam receptores presentes nas células imunes humanas que podem inibir um tipo de vírus da imunodeficiência humana (HIV) encontrado na fase final da AIDS.

Entender o efeito desses receptores sobre o vírus pode ajudar os cientistas a desenvolver novos medicamentos para retardar a progressão da doença.

A maconha medicinal é prescrita para tratar a dor, perda de peso debilitante e supressão do apetite, efeitos colaterais que são comuns em pessoas com AIDS em estágio avançado. O estudo é o primeiro a revelar como os receptores da maconha encontrados nas células imunes, chamados receptores de canabinóides CB2 e CB1, podem influenciar a propagação do vírus HIV.

"Nós sabíamos que drogas canabinóides como a maconha podem ter um efeito terapêutico em pacientes com AIDS, mas não entendíamos como elas influenciam a propagação do vírus. Queríamos explorar receptores de canabinóides como um alvo para intervenções farmacêuticas que tratam os sintomas da AIDS em estágio final e evitar a progressão da doença sem os efeitos colaterais indesejáveis da maconha medicinal", explica a autora da pesquisa, Cristina Costantino.

HIV infecta células imunes ativas que carregam os receptores CD4 virais, o que torna essas células incapazes de combater a infecção. Para se espalhar, o vírus exige que células imunológicas "em repouso" sejam ativadas. Na AIDS avançada, o HIV sofre mutação que permite que ele infecte essas células inativas e entre na célula usando um receptor de sinalização chamado CXCR4.

Ao tratar as células com um agonista canabinóide que desencadeia CB2, Costantino e seus colegas descobriram que CB2 bloqueou o processo de sinalização, e suprimiu a infecção de células imunes em repouso.

A ativação de CB1 causa efeitos associados à maconha, tornando-se indesejável para uso pelos médicos. Os pesquisadores queriam explorar terapias que teriam como alvo apenas CB2.

A equipe, então, infectou células saudáveis do sistema imunológico com HIV, em seguida, tratou-as com um produto químico que desencadeia CB2. Eles descobriram que a droga reduziu a infecção das células restantes.

Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento de uma droga que ativa apenas CB2 como tratamento adjuvante à medicação antiviral padrão pode ajudar a aliviar os sintomas da AIDS em estágio final e impedir a propagação do vírus.

A equipe agora planeja desenvolver um modelo de camundongo com AIDS em estágio final para testar a eficácia de um fármaco que desencadeia CB2 in vivo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   HIV    AIDS    Maconha    Canabinóides    Mount Sinai School of Medicine    Cristina Costantino   
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