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publicado em 07/03/2012 às 12h44:00
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Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram que o bloqueio de uma proteína específica aumenta o nascimento de novas células nervosas e reduz o tempo necessário para que um medicamento antidepressivo faça efeito.

A proteína, neurofibromina 1 (NF1), normalmente ajuda a prevenir o crescimento celular descontrolado. As descobertas sugerem que estratégias terapêuticas que visam estimular o nascimento de novas células nervosas podem ajudar a tratar a depressão melhor do que os antidepressivos atuais que geralmente levam várias semanas para atingir plena eficácia.

Ao longo da vida, uma seção do hipocampo, o centro do cérebro de aprendizagem e memória, produz novas células nervosas. Este processo, chamado neurogênese, é possível graças a células especializadas chamadas células progenitoras neurais (NPCs).

Enquanto estudos anteriores mostram que a neurogênese reduz com o envelhecimento e o estresse, terapias conhecidas para aliviar os sintomas de depressão, tais como exercícios físicos e antidepressivos, aumentam a neurogênese.

No novo estudo, uma equipe da University of Texas Southwestern, liderada pelo pesquisador Luis Parada, examinou a neurogênese após a exclusão do gene da neurofibromina 1 de NPCs em camundongos adultos.

A remoção de NF1 aumentou o número e a maturação das células nervosas recém-nascidas no hipocampo adulto. Ratos mutantes sem a proteína mostraram reduções nos sintomas depressivos e de ansiedade após 7 dias de tratamento com antidepressivos, enquanto os ratos normais levam muito mais tempo para mostrar melhorias.

"Nossas descobertas estabelecem um papel importante para NF1 no controle da neurogênese no hipocampo e demonstram que a ativação de NPCs adultas é suficiente para regular comportamentos de depressão e ansiedade", afirma a co-autora Renee McKay.

Segundo a equipe, o estudo é um dos primeiros a demonstrar a viabilidade de alterar o humor através de manipulação direta da neurogênese adulta.

Para determinar se a exclusão de NF1 em NPCs adultas leva a mudanças comportamentais em camundongos em longo prazo, os cientistas passaram ratos com oito meses de idade por uma bateria de testes destinados a avaliar comportamentos de ansiedade e depressão. Em comparação com outros ratos, os ratos mutantes mostraram menos sinais de ansiedade e demonstraram resistência aos efeitos do estresse crônico.

A descoberta mostra que, mesmo sem os antidepressivos, a exclusão de NF1 de NPCs em camundongos adultos diminuiu os sintomas de depressão e ansiedade.

A equipe acredita que este estudo demonstra que a indução da neurogênese é suficiente para produzir ações comportamentais antidepressivas, e fornece novos alvos para intervenções terapêuticas.

Fonte: Isaude.net
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