Ciência e Tecnologia
publicado em 07/03/2012 às 08h58:00
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Um estudo de co-autoria do criminologista da UT Dallas J.C. Barnes (Dallas - EUA) mostra que o risco de desenvolver comportamento agresseivo durante a infância é muito maior em meninos que possuíam predisposição genética e que foram espancadoss por seus pais.

"Descobrimos que os fatores genéticos afetam as crianças que apresentam comportamento agressivo, mas também descobrimos que os fatores genéticos são mais importantes quando as crianças foram expostas às palmadas como uma tática disciplinar", disse o professor assistente de criminologia Barnes, na Escola de Direitos Econômicos, Políticos e de Ciências Políticas.

O estudo, intitulado "Castigo Físico e agressividade da criança: o papel do gênero e da interação gene-ambiente" foi recentemente publicado na revista Aggressive Behavior. Os pesquisadores examinaram dados de crianças que tinham de 9 meses a 5 anos de idade. As informações foram coletadas a partir do Early Childhood Longitudinal Study Birth Cohort.

Barnes disse que os pesquisadores encontraram uma ligação entre a predisposição genética e as influências ambientais (neste caso, as palmadas) apenas nos meninos. "Isso não afetou os indivíduos do sexo feminino. Os indivíduos do sexo masculino que apanharam e que tinham os maiores riscos genéticos exibiram comportamento mais agressivo em comparação com outros indivíduos do sexo masculino", ele disse.

Os atos de agressão incluíram birras e comportamentos disruptivos, por exemplo. Barnes disse que os pesquisadores estudaram os níveis agressão durante a infância para ver como e por que eles são influenciados pelos riscos genéticos. O risco genético foi medido utilizando-se o que é conhecido como a metodologia dos gêmeos, um projeto de estudo que permite a comparação da concordância entre gêmeos como um meio de se identificar as influências hereditárias de uma característica.

As conclusões do estudo poderiam ser um indicador de quando as intervenções podem ser mais benéficas, Barnes disse. "Como estamos remontando à primeira infância, que é um tempo formativo, isso sugere que as intervenções poderiam ser direcionadas a esse ponto do tempo no início do curso da vida. A intervenção direcionada poderia reduzir as surras em toda a vida", completa

Fonte: Isaude.net
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