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publicado em 04/03/2012 às 08h00:00
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Casados têm até três vezes mais chances de viver após cirurgia cardíaca

Os dados foram constatados durante o período mais crítico de recuperação pós-operatório: os três meses após a intervenção

 
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Foto: Steve Cole/Istockphoto
Adultos casados que se submetem à cirurgia cardíaca têm chances três vezes maiores de sobreviver nos três meses após a intervenção
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Adultos casados que se submetem à cirurgia cardíaca têm chances três vezes maiores de sobreviver nos três meses após a intervenção

Adultos casados que se submetem à cirurgia cardíaca têm chances três vezes maiores de sobreviver nos três meses após a intervenção do que as pessoas solteiras que passam pela mesma cirurgia.

"Esta é uma diferença dramática nas taxas de sobrevivência para as pessoas solteiras, durante o período de recuperação pós-operatório mais crítico. Nós descobrimos que o casamento melhorava a sobrevivência sendo o paciente um homem ou uma mulher. Os resultados ressaltam a importância do papel dos cônjuges como cuidadores durante as crises de saúde. E os maridos foram aparentemente tão bons em cuidar quanto as esposas", disse Ellen Idler, sociologa da Emory University, em Atlanta (EUA), e lider do estudo.

Embora a diferença mais marcante nos resultados tenha ocorrido durante os primeiros três meses, o estudo mostrou que o efeito protetor do casamento continua por até cinco anos após a cirurgia de revascularização do miocárdio. No geral, o risco de mortalidade é quase duas vezes maior para os solteiros do que para os casados que estão prestes a se submeter à cirurgia.

O casamento foi associado com uma vida mais longa desde 1858, quando William Farr observou que ele protegeu contra a mortalidade precoce na França. As evidências seguem confirmando que viúvos, indivíduos que nunca se casaram e divorciados têm maiores riscos de mortalidade.

"Queríamos focar em uma determinada janela de tempo, uma grande crise de saúde, e adicionar o elemento presencial nas entrevistas com os pacientes, além do registro completo de seu histórico médico e de hospitalização", afirmou a pesquisadora.

O maior estudo envolveu mais de 500 pacientes submetidos a situações de emergência ou à cirurgia de revascularização eletiva. Todos os sujeitos do estudo foram entrevistados antes da cirurgia. Dados sobre o estado de sobrevivência dos pacientes foram obtidos a partir do National Death Index.

Embora os dados sejam inconclusivos para embasar a diferença marcante na taxa de sobrevivência de três meses, as entrevistas forneceram algumas comprovações mais fortes.

Segundo a socióloga, "os pacientes casados tiveram uma visão mais positiva quando iam para a cirurgia, em comparação com os demais. Quando perguntados se seriam capazes de controlar a dor e o desconforto ou as suas preocupações sobre a cirurgia, aqueles que tinham esposas eram mais propensos a dizer sim".

Os pacientes que sobreviveram mais de três meses eram quase 70% mais propensos a morrer durante os próximos cinco anos se fossem solteiros. Uma análise dos dados mostrou que a história de tabagismo foi responsável pelas menores taxas de sobrevivência entre os pacientes solteiros durante este prazo mais longo.

"A menor a probabilidade de que as pessoas casadas fossem fumantes sugere que o controle do cônjuge sobre o comportamento de fumar produz benefícios a longo prazo para a saúde. Quando se trata de curar corações, o casamento pode ser um remédio poderoso, mas ele está cada vez mais escasso, o que não é uma sorte nada boa para os baby boomers em envelhecimento," completa.

Quase metade dos adultos norte-americanos são casados atualmente, o menor percentual até agora, de acordo com o Pew Research Center.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Ataques cardíacos    Casamento    Efeito protetor    Solteiros    Crises de saúde    Mortalidade   
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