Ciência e Tecnologia
publicado em 01/03/2012 às 17h00:00
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Foto: Massachusetts Institute of Technology
Sangeeta Bhatia, pesquisadora responsável pelo estudo
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Sangeeta Bhatia, pesquisadora responsável pelo estudo

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, desenvolveram uma tecnologia que pode ajudar a prever quando pacientes com doença falciforme estão em risco de complicações graves.

Na nova técnica, os médicos medem quão bem uma amostra do fluxo de sangue dos pacientes passa através de um microdispositivo.

O dispositivo, descrito na revista Science Translational Medicine, pode ajudar a determinar o melhor tratamento para cada pessoa e a desenvolver novas drogas para a doença.

Pacientes com anemia falciforme sofrem frequentemente de anemia porque seus glóbulos vermelhos anormais não duram muito tempo em circulação. No entanto, a maioria dos sintomas associados com a doença é causada por crises vaso-oclusivas que ocorrem quando as células em forma de foice, que são mais rígidas do que as células normais do sangue, entopem os vasos sanguíneos e bloqueiam o fluxo de sangue. A frequência e a gravidade das crises variam largamente entre pacientes, e não há maneira de prever quando elas irão ocorrer.

Em 2007, a pesquisadora Sangeeta Bhatia começou a trabalhar para entender como as células falciformes se movimentam através dos capilares.

No estudo atual, os pesquisadores recriaram as condições que podem produzir uma crise vaso-oclusiva. Eles dirigiram o sangue através de um microcanal e reduziram sua concentração de oxigênio, o que leva as células falciformes a bloquearem o fluxo sanguíneo.

Para cada amostra de sangue, eles mediram a rapidez com que o sangue pararia de fluir após ficar sem oxigênio.

O pesquisador John Higgins, da Harvard Medical School, comparou amostras de sangue colhidas de pacientes com anemia falciforme que tinham ou não recebido uma transfusão de sangue nos 12 meses anteriores e descobriram que o sangue de pacientes com uma forma menos grave da doença não desacelera mais rapidamente que a dos pacientes afetados mais gravemente.

A descoberta destaca a importância de olhar para a vaso-oclusão, como resultado da interação de vários fatores, ao invés de uma única medição molecular.

Para mostrar que o novo dispositivo poderia ser útil para o desenvolvimento de drogas, os investigadores também testaram um fármaco potencial para a doença de células falciformes chamado 5-hidroximetil furfural, que melhora a capacidade da hemoglobina em se ligar ao oxigênio.

Os resultados mostraram que a adição da droga ao sangue melhorou dramaticamente o fluxo através do dispositivo.

Os pesquisadores pediram uma patente da tecnologia e agora estão trabalhando no desenvolvimento de uma nova ferramenta de diagnóstico e pesquisa.

Fonte: Isaude.net
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