Ciência e Tecnologia
publicado em 25/02/2012 às 10h40:00
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Uma equipe de cientistas da Universidade de Granada, na Espanha, desenvolveu uma nova técnica de radioterapia que é muito menos tóxica do que a tradicionalmente usada.

O método, que atinge apenas o tecido canceroso, prevê um tratamento menos invasivo, mas igualmente eficiente para os casos de câncer da cavidade oral e da faringe.

O trabalho, conduzido entre 2005 e 2008, incluiu 80 pacientes diagnosticados com carcinoma epidermoide da cavidade oral e faringe, que se submeteram a remoção dos linfonodos.

Os gânglios afetados foram localizados pelo cirurgião durante a intervenção e classificados em diferentes níveis de risco. A classificação permitiu aos médicos atacar as áreas em maior risco de recorrência. Desta forma, as áreas do pescoço em um menor risco de conter células cancerosas residuais não foram irradiadas.

Os investigadores, liderados por Miguel Martínez Carrillo, conseguiram tanto minimizar os efeitos secundários da radioterapia quanto reduzir o tempo do tratamento, conseguindo assim tornar a terapia mais eficaz.

Mais de 70% do câncer de boca e faringe tratados com cirurgia requerem tratamento complementar com radioterapia associada à quimioterapia, por causa do alto risco de recorrência e difusão através dos gânglios linfáticos.

A radioterapia e a quimioterapia são altamente tóxicas, principalmente devido à ulceração das membranas mucosas que revestem a cavidade oral. A toxicidade leva os pacientes a parar o tratamento, o que reduz significativamente as chances de cura.

Ao utilizar a nova técnica o volume de tecido saudável irradiado foi significativamente menor do que o que normalmente acontece com as técnicas tradicionais.

Após um período de três anos de acompanhamento utilizando esta nova técnica, os cientistas alcançaram uma redução no volume de tecido irradiado em 44% dos pacientes.

Um total de 95% dos pacientes completou a radioterapia e apresentou uma toxicidade significativamente inferior do que os pacientes tratados com a técnica tradicional. As taxas de recorrência não aumentaram.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Radioterapia    Câncer    Irradiação    Toxicidade    Universidade de Granada    Miguel Martínez Carrillo   
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