Ciência e Tecnologia
publicado em 23/02/2012 às 09h00:00
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Reprodução: UC San Diego
Karen Christman, líder do estudo, durante o processo de pesquisa em laboratório
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Karen Christman, líder do estudo, durante o processo de pesquisa em laboratório

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo hidrogel injetável que pode ser um tratamento eficaz e seguro para danos nos tecidos causados por ataques cardíacos.

Os resultados sugerem que o gel pode melhorar a função em suínos com lesão cardíaca, o que coloca esta terapia a um passo de ser testada em seres humanos.

O hidrogel é feito a partir de tecido conjuntivo cardíaco sem células do músculo cardíaco, que são retiradas por meio de um processo de limpeza, liofilizadas e moídas em forma de pó e, em seguida liquefeitas em um fluido que pode ser facilmente injetado no coração.

Uma vez que atinge a temperatura do corpo, o líquido se transforma em um gel semi-sólido, poroso que estimula as células a repovoarem as áreas de tecido cardíaco danificado e preservar a função cardíaca.

O hidrogel forma um suporte para reparar o tecido e, eventualmente, fornece sinais bioquímicos que impedem uma maior deterioração nos tecidos circundantes. "Isso ajuda a promover uma resposta de remodelação do tipo positiva e não pró-inflamatória no coração danificado", explica a líder da pesquisa, Karen Christman.

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Experimentos dos pesquisadores mostram que o gel também pode ser injetado através de um cateter, um método que é minimamente invasivo e não necessita de cirurgia ou anestesia geral.

O trabalho sugere que o gel pode melhorar a função cardíaca em suínos com lesão cardíaca. Estes resultados colocam a terapia a um passo de ser testada em seres humanos.

Existem poucas terapias cardíacas injetáveis em desenvolvimento para serem utilizadas em grandes animais tais como porcos, que têm um coração que é semelhante em tamanho e na anatomia ao coração humano.

A maioria dos materiais produzidos até hoje foram testados em ratos e são injetáveis através de uma agulha e seringa. No entanto, quase todos não são compatíveis com a entrega via cateter e ser tornam gel muito rapidamente, causando entupimento do cateter durante o procedimento.

Em experimentos com ratos, o gel não foi rejeitado pelo organismo e não causou arritmia cardíaca nos animais, fornecendo uma garantia de que o gel será igualmente seguro para seres humanos.

Segundo Christman, terapias como o hidrogel seriam um desenvolvimento bem-vindo, uma vez que há uma estimativa de 785 mil casos novos de ataque cardíaco nos Estados Unidos a cada ano, sem tratamento estabelecido.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Gel injetável    Hidrogel    Ataque cardíaco    Universidade da Califórnia    Karen Christman   
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