A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou uma nova epidemia de cólera na República Democrática do Congo este ano. Somente na última semana foram registrados 124 novos casos e pelo menos cinco mortes pela doença. Esses números elevam para 1.155 o número das pessoas infectadas.
A epidemia, de acordo com a OMS, alastrou-se a 11 províncias do país. As únicas sem registros de casos de contaminação, neste momento, são as cidades de Kasai ocidental e Kasai oriental. Na última epidemia da doença, em 2011, mais de 26 mil pessoas foram atingidas, sendo ocasionadas 644 mortes, o que levou a Onu a liberar mais de US$ 13 milhões para tentar barrar a infecção. Somente em janeiro deste ano foram cedidos US$ 9 milhões, mas a falta de água potável ainda é um importante fator de contaminação.
Mais de 100 mil pessoas em Bunia, outra província do país, não têm em acesso à água potável desde o início do ano, o que de acordo com a OMS coloca a população em risco iminente de contrair o cólera. Esse número representa um terço da população do Congo.
Dos 224 novos casos registrados em apenas uma semana, 71 foram são em Bunia. No entanto, uma das regiões mais afetadas é Ituri, com 131 novos casos registados apenas entre 5 e 21 deste mês.
Já na área conhecida como Tchomia Health Zone, 893 casos chegaram a ser confirmados, um aumento de quase 100 desde o dia 5 de fevereiro deste ano.
Como solução imediata para evitar o alastramento das infeções, a missão das Nações Unidas no país, Monusco, vai encarregar-se da distribuição de água diariamente durante um mês como meio de combater a epidemia.