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15.02.2012
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Estudo da Unesp comprova eficiência de novos materiais para fixar dentes

Pesquisador testou a resistência de quatro marcas diferentes de cimentos resinosos utilizados na fixação de coroas

 
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Pesquisa conduzida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) conseguiu comprovar a eficácia de novos materiais utilizados em procedimentos de fixação e restauração de dentes. Para isso, o odontólogo Matheus Coelho Bandéca testou a resistência de quatro marcas diferentes de cimentos resinosos utilizados na fixação de coroas (próteses fixas), anotando diferenças em medições em 24 horas, 48 horas e 07 dias.

Os resultados do estudo foram publicados na tese de doutorado de Bandéca, "Avaliação das propriedades físicas e mecânica de cimentos resinosos". " A tendência atual da odontologia moderna é usar materiais e técnicas que buscam a simplificação, o que traz diversas vantagens, como agilidade no atendimento e menor erro durante a realização do procedimento por parte do profissional, mas nem sempre a simplificação é sinônimo de eficiência dos materiais" , salienta Bandéca. " Os materiais que foram utilizados na pesquisa do meu doutoramento são aqueles capazes de fixar as conhecidas ' coroas' . Por isso, as metodologias propostas serviram para avaliar qualitativamente essa eficiência de fixar."

A pesquisa, sob orientação do professor José Roberto Cury Saad, testou a resistência da união de dois cimentos de marcas diferentes ao pino de fibra de vidro e à estrutura do dente, que sofreu tratamento endodôntico. O material da primeira marca mostrou maiores valores de resistência para todos os tempos de medição. Para esse teste foram usados 96 dentes humanos unirradiculares (com uma única raiz) preparados para receber o pino.

Ainda na sua tese, Bandéca analisou o grau de conversão de polimerização de duas marcas de cimentos de resina de vidro. O grau de conversão pode ser explicado como o tempo em que o cimento demora para endurecer, ou seja, quanto maior o grau, mais rápida será essa reação e mais eficiente é o cimento. Neste teste, o odontólogo não obteve diferença significante entre as marcas para os tempos 24 e 48 horas. No entanto o cimento uma das marcas teve valores maiores para 7 dias após a polimerização.

Pinos de fibra de vidro

O tratamento endodôntico é uma intervenção para restabelecer a normalidade dos tecidos dentais ou pelo menos manter a estrutura dura em seu alvéolo sem inflamação ou infecção. Entre os exemplos desse tipo de procedimento estão o tratamento de cárie e de canal. Em muitos casos, essas operações provocam uma grande perda da estrutura dentária.

Para não haver a perda do dente, o método mais utilizado e popular para o restabelecimento é o uso de pinos colocados no núcleo dos dentes e fixados com os cimentos. Os pinos de fibra de vidro são usados hoje em substituição aos metálicos, apresentando diversas vantagens, como menor custo e o fato de não sofrer oxidação (escurecimento).

" O seu principal benefício é a elasticidade, que é semelhante ao da dentina (parte constituinte do dente). Isso quer dizer que quando o dente receber uma força, o pino distribui a força de forma semelhante como a estrutura dental faz" , explica o odontólogo.

Bandéca avaliou anteriormente a longevidade dos tratamentos com pinos não-metálicos em seu trabalho de mestrado, publicado sob o título " Avaliação das propriedades mecânicas e químicas em função de diferentes cimentos resinosos e pinos não-metálicos" . A dissertação, defendida em 2009, concluiu que o uso desse material na restaurações de dentes tratados endodonticamente aumenta a taxa de durabilidade desses dentes restaurados.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Odontologia    Cimento    Resina    Fixação de coroas    Próteses fixas    Universidade Estadual Paulista    Unesp   
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