Ciência e Tecnologia
15.02.2012
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Exame cerebral detecta pessoas em maior risco de declínio cognitivo futuro

Tomografia cerebral monitorada avalia mudanças neurológicas ligadas a condições como a perda cognitiva e a degeneração cerebral

 
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Foto: UCLA
Dr. Gary Small, autor da pesquisa
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Dr. Gary Small, autor da pesquisa

Pesquisadores da University of California, nos Estados Unidos desenvolveram uma ferramenta que utiliza imagens cerebrais para prever pessoas em maior risco de sofrer declínio cognitivo no futuro.

A técnica, relatada na revista Archives of Neurology, usa a tomografia cerebral monitorada para avaliar mudanças neurológicas associadas com condições como a perda cognitiva e a degeneração cerebral.

A equipe criou um marcador químico chamado FDDNP que se liga à placa e aos depósitos emaranhados no cérebro, característicos da doença de Alzheimer, e pode ser visualizado por meio da tomografia cerebral por emissão de pósitrons (PET).

Usando este método, os pesquisadores foram capazes de identificar onde no cérebro estes depósitos anormais de proteína estão se acumulando.

"Este pode ser um marcador útil para a neuroimagem que pode detectar alterações precocemente, antes do aparecimento dos sintomas, e pode ser útil no rastreamento de alterações no cérebro ao longo do tempo", afirma o autor do estudo, Gary Small.

Segundo Small, a técnica de exame cerebral é a única disponível capaz de avaliar os emaranhados da proteína tau. Exames de autópsia mostraram que esses emaranhados se correlacionam mais com a progressão da doença de Alzheimer do que as placas.

Para o estudo, os pesquisadores realizaram exames cerebrais e avaliações cognitivas em participantes no início do estudo e novamente dois anos depois. O estudo envolveu 43 voluntários, com idade média de 64 anos, que não tinham demência.

No início do estudo, aproximadamente metade (22) dos participantes tinham envelhecimento normal e a outra metade (21) tinha déficit cognitivo leve, ou MCI, uma condição que aumenta o risco de Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que para ambos os grupos, os aumentos de FDDNP nas áreas do cíngulo, frontal posterior e regiões globais do cérebro durante os dois anos de acompanhamento se correlacionaram com a progressão do declínio cognitivo.

Essas áreas do cérebro estão envolvidas na tomada de decisão, raciocínio complexo, memória e emoções.

"Nós descobrimos que a elevação de FDDNP em áreas chave do cérebro se correlacionou com aumentos nos sintomas clínicos ao longo do tempo. Níveis iniciais desse biomarcador também foram preditivos de declínio cognitivo futuro", observa o autor do estudo Jorge R. Barrio.

Entre os indivíduos com comprometimento cognitivo leve, o nível de ligação inicial nas áreas frontal e parietal do cérebro forneceu maior precisão na detecção daqueles que desenvolveram doença de Alzheimer depois de dois anos. Dos 21 indivíduos com MCI, seis foram diagnosticados com Alzheimer.

Nos indivíduos com envelhecimento normal, três desenvolveram comprometimento cognitivo leve depois de dois anos.

O próximo passo na investigação será um período mais longo de acompanhamento dos participantes. Além disso, a equipe está usando esta técnica de exame cerebral em ensaios clínicos para ajudar a desenvolver novas terapias para controlar o envelhecimento do cérebro.

Fonte: Isaude.net
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