Ciência e Tecnologia
publicado em 14/02/2012 às 13h00:00
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Olhar nos olhos da pessoa que ama não só é romântico, mas também libera um químico cerebral chamado ocitocina que fortalece os vínculos sociais de várias espécies. Para algumas pessoas que sofrem de depressão, o chamado "hormônio do amor" pode ser uma esperança. Os pesquisadores da UC San Diego School of Medicine estão conduzindo um ensaio clínico para estudar se a oxitocina - hormônio cerebral liberado com toques, abraços, ou quando uma mãe e seu bebê recém-nascido estão juntos - pode ajudar pacientes com depressão.

"Nos humanos, a oxitocina é liberada quando nos abraçamos ou sentimos outros toques físicos agradáveis, e desempenha um papel no ciclo de resposta sexual humana", disse Kai MacDonald, professor assistente clínico de psiquiatria na University of California San Diego School of Medicine.

MacDonald explicou que a oxitocina parece mudar os sinais cerebrais relacionados ao reconhecimento social por meio de expressões faciais, talvez mudando o disparo da amígdala, a parte do cérebro que desempenha um papel fundamental no processamento de estímulos emocionais importantes. Desta forma, a oxitocina no cérebro pode ser um mediador potente do comportamento social humano.

"É por isso que a oxitocina é às vezes chamada de 'hormônio do amor'. Dizem que os olhos são a janela para a alma (...) eles certamente são a janela para o cérebro emocional. Sabemos que a comunicação olho no olho, que é afetada pela ocitocina, é essencial para uma comunicação emocional íntima para todos os tipos de emoções - amor, medo, confiança, ansiedade...

Pesquisadores da UC San Diego descobriram anteriormente que a oxitocina pode ajudar os pacientes com esquizofrenia, e MacDonald e seu colega David Feifel, professor de psiquiatria da UCSD, estão inscrevendo participantes para examinar o seu papel na depressão clínica.

"Estudos sobre os níveis sanguíneos e fatores genéticos nos pacientes deprimidos apontam para a possibilidade de que este hormônio natural possa ajudar a tratar a depressão clínica. Anteriormente, estudos de indivíduos saudáveis demonstraram que doses de oxitocina intranasal reduzem a ativação dos circuitos cerebrais envolvidos no medo, aumentam os níveis de contato com os olhos, e aumentam a confiança e a generosidade. Curiosamente, pessoas que receberam oxitocina não relatam sentir-se diferente, mas agem de forma diferente", disse MacDonald.

Os primeiros dados clínicos também indicam que a oxitocina pode ajudar mulheres com transtornos de ansiedade.

"Um abraço ou um toque que causa uma liberação deste hormônio pode, de alguma forma, alterar os sinais do cérebro. Queremos ver se podemos aproveitar essa resposta para ajudar os pacientes que sofrem de depressão" disse MacDonald.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Oxitocina    Substância química do cérebro    Depressão    Hormônio do amor    Resposta sexual   
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