Está pronta a nova versão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de produtos como canela, menta e cravo nos cigarros consumidos no Brasil. Segundo informações do Estadão, o texto mantém o veto à adição de produtos ao tabaco, mas abre exceção para o açúcar.
A proposta também estabelece um prazo para interrupção da fabricação e comercialização dos cigarros com demais aditivos. A minuta da nova resolução deverá ser votada em breve pela Anvisa.
Em maio de 2011, durante uma oficina realizada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha advertiu sobre os produtos que acabam atraindo os jovens para o fumo. Segundo o ministro, fumantes precisam de assistência para deixar o vício. " Temos de nos preocupar e inclusive acabar com a comercialização desse tipo de cigarro que se vê por aí, com gosto de cereja, limão, chocolate e até gelo. É algo que mascara o gosto do que realmente há ali, o cigarro, e acaba atraindo um público jovem para o fumo".
A partir de então a discussão deu origem a uma consulta pública sobre a proibição de aditivos que conferem sabor doce, mentolado ou de especiarias aos produtos derivados do tabaco.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem cigarros com sabor. A proposta da Anvisa vai ser distribuído nesta segunda-feira (6) aos diretores para análise.