Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmam que a taxa de mortalidade infantil no Ceará diminuiu 30,28% em sete anos. O número é maior que a média nacional que, entre os anos de 2001 a 2007, foi 23,95%. Os dados foram divulgados essa semana, no capítulo cearense do estudo Situação Social nos Estados.
De acordo com o estudo, o índice de crianças que morrem antes de completar um ano de vida no estado caiu de 35 no ano de 2001 para 24,4 em 2007. Para o Ipea, " o Ceará apresenta-se em vantagem, comparativamente ao quadro apresentado na região Nordeste, onde as taxas foram de 39,3 e 28,7, em 2001 e 2007, respectivamente" .
O estudo do Ipea confirma a linha de redução da Taxa de Mortalidade Infantil medida pela Secretaria da Saúde do Estado. Em 15 anos, de 1996 a 2010, a taxa do Ceará diminuiu em 64,97%, passando de 37,4 para 13,1. A Secretaria de Saúde utiliza dados reais de registro de nascimento e óbitos O número total de mortes infantis caiu de 4.380 em 1996 para 1.685 em 2010. As doenças diarreicas, responsáveis por 17,3% dos óbitos infantis em 1996 e 21,3% em 1999, causaram 1,8% das mortes em 2010.
Prevenção
Entre os fatores que contribuem para a boa notícia de indicadores mais baixos estão o aumento do índice de aleitamento materno e o monitoramento da água de consumo humano é outro fator que reduz óbitos infantis. Em 2010, o Ceará realizou 208.784 exames de controle da qualidade da água para consumo humano, 400% a mais que o total de 52.207 análises feitas em 2009. O controle da qualidade da água para consumo humano foi determinante para a redução constante, no Estado, da taxa de internação por diarréia em menores de 5 anos - 19,8% em 2006, 15,6% em 2007, 13,6% em 2008, 10,3% em 2009 e 7,4% em 2010, números que se refletem na redução da taxa mortalidade infantil.
No Ceará, a cobertura da megadose de vitamina A para menores de 5 anos a cada seis meses atinge 90%. É o mesmo nível de cobertura vacinal alcançado pelas campanhas do Zé Gotinha, para aplicação da vacina contra a paralisia infantil. Na área da assistência, a Secretaria da Saúde do Estado realizou capacitação em Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e investe na capacitação permanente dos profissionais que atuam no Programa Saúde da Família (PSF).
A mortalidade infantil também é reduzida com ações integradas entre as atenções básica, secundária e terciária. Na atenção terciária, o número de UTIs neonatal foi ampliado para 167 no estado. Na macrorregião de Sobral, por exemplo, não havia leitos de UTI. Nos últimos 12 meses passaram a funcionar 15 leitos de UTI neonatal disponibilizados na rede do SUS.