Todo o conteúdo do protocolo de assistência a usuários e dependentes de crack está disponível também para médicos brasileiros ligados à tecnologia. Esta é a proposta de um aplicativo desenvolvido pelo recém-formado em Medicina, Ricardo Maranhão, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). " Observamos que o consumo de crack está crescendo e fazendo parte do dia-a-dia do atendimento nas emergências. Este acesso rápido auxilia o médico no atendimento do usuário" , apontou Maranhão.
O conteúdo está preparado para as telas Retina de iPhones 4 e iPods touch 4G. O aplicativo é grátis e está em português. Oferece todo o conteúdo com artigos divididos em capítulos para facilitar a leitura. O documento dispõe desde as orientações sobre as etapas dos processos de atendimento e até as abordagens mais indicadas aos usuários.
As Diretrizes definem conceitos relacionados à droga e ao seu uso, assim como aspectos gerais e específicos do tratamento. Com o auxílio das diretrizes, os médicos poderão avaliar e manejar casos de urgência que envolvam intoxicação, abstinência aguda ou overdose. " Em síntese, as diretrizes servem de guia para capacitar médicos, especialmente do SUS, para o atendimento de usuários" , explica Ricardo Paiva, membro da Comissão de Assuntos Sociais do Conselho.
Para combater a epidemia do crack no país, a entidade também mantém um hotsite com informações de locais para internações, legislação e campanhas.