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publicado em 02/02/2012 às 08h24:00
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Cientistas da University of North Carolina, nos Estados Unidos, descobriram que pulmões infectados pela bactéria da peste bubônica (Yersinia pestis) se tornam espaço ideal para outros micro-organismos se desenvolverem.

A maioria dos micróbios que infectam os pulmões desencadeia uma resposta antimicrobiana dentro de algumas horas após a infecção. Essa resposta precoce ajuda o corpo a eliminar os micro-organismos sem permitir que eles causem danos mais graves. No entanto, quando a bactéria da peste entra nos pulmões pela primeira vez, ela não é percebida durante os primeiros dias, já que não provoca sintomas, mas ela continua a se proliferar.

Durante cerca de 36 horas, o micro-organismo transforma o pulmão em um ambiente ideal para o aparecimento de outros seres vivos microscópicos.

Depois desse período, os sintomas surgem rapidamente, sendo tarde demais para que médicos possam intervir.

Segundo o autor da pesquisa, William Goldman, a morte derivada dos primeiros sintomas pode ocorrer em até dois dias.

Uma vez que as pessoas têm peste pneumônica, as bactérias podem se espalhar através de gotículas respiratórias para outras pessoas próximas. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), uma pessoa portadora da doença pode viajar por muitos lugares antes de ficar seriamente doente e espalhar os micro-organismos parasitas.

Para o trabalho, a equipe misturou um tipo bastante virulento de Y. pestis com outro que foi manipulado para não se tornar infeccioso. Depois, o grupo tentou usar outros tipos de micro-organismos que infectam os pulmões em testes com animais em laboratório.

Os resultados mostraram que nenhum outro organismo consegue tornar o pulmão um lugar tão vulnerável ao desenvolvimento de outros parasitas como a peste bubônica consegue. "De fato não há outro micróbio inalado que em questão de horas transforma o pulmão em um ambiente tão permissivo para a proliferação microbiana", garante Goldman.

O pesquisador observa ainda que não existe muita distância em termos de evolução entre a Yersinia pestis e sua antecessora Yersinia pseudotuberculosis, que causa uma doença muito mais suave.

"Nosso trabalho mostra que entre essas duas espécies, apenas Y. pestis tem a capacidade de transformar o pulmão em um ambiente que permite a proliferação microbiana irrestrita durante um longo período de tempo, sem sintomas. Olhando para as diferenças genéticas entre estas duas espécies podemos revelar o mecanismo responsável por esse fenômeno exclusivo de Y. pestis, o que pode levar a novas estratégias terapêuticas para combater a peste pneumônica", conclui o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
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