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publicado em 01/02/2012 às 13h42:00
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Cientistas do Reino Unido descobriram o mecanismo utilizado por superbactérias como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) para se tornarem resistentes aos antibióticos.

Pesquisadores mapearam a complexa estrutura molecular de uma enzima encontrada em muitas bactérias. Estas moléculas - conhecidas como enzimas de restrição - controlam a velocidade com que as bactérias podem adquirir resistência aos medicamentos e, eventualmente, se tornarem superbactérias.

Para o estudo, a equipe da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, manteve o foco na bactéria Escherichia coli. No entanto, eles afirmam que os resultados se aplicam a muitas outras bactérias infecciosas.

Após o tratamento prolongado com antibióticos, as bactérias podem evoluir para se tornar resistentes a muitos medicamentos, ou superbactérias.

Elas adquirem resistência absorvendo DNA, geralmente a partir de outras bactérias ou vírus, que contém informação genética que permite que elas bloqueiem a ação dos medicamentos.

As enzimas de restrição podem desacelerar ou interromper este processo de absorção. Enzimas que trabalham desta forma evoluíram como um mecanismo de defesa para as bactérias.

A equipe também estudou a enzima em ação provocando sua reação com o DNA de outro organismo. Eles foram capazes de modelar o mecanismo pelo qual a enzima desativa o DNA de organismo estrangeiros, enquanto salva o material genético da própria bactéria.

A habilidade das enzimas de restrição de cortar o material genético é amplamente aplicada pelos cientistas para cortar e colar fitas de DNA na engenharia genética.

O estudo foi realizado em colaboração com as Universidades de Leeds e Portsmouth com parceiros na Polônia e na França.

"Nós já sabíamos a algum tempo que essas enzimas são muito eficazes na proteção de bactérias do ataque de outras espécies. Agora conseguimos identificar como isso ocorre, o que pode ser uma descoberta valiosa na luta contra a propagação de superbactérias resistentes a antibióticos", afirma o pesquisador David Dryden.

Fonte: Isaude.net
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