A Comissão Nacional Pró-SUS, composta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam), propõe que as sociedades de especialidades estejam mais envolvidas nas bandeiras dos médicos no SUS.
Em reunião da executiva da Comissão na última semana, em Brasília, o grupo definiu estratégias de maior aproximação das sociedades de especialidades com o movimento médico do SUS. Em março está previsto um debate com as sociedades para definição do I Congresso Nacional sobre Políticas de Saúde Pública, que acontece em junho. A proposta foi feita pelo novo diretor de saúde pública da AMB e representante desta entidade na Comissão pró-SUS, Modesto Jacobino.
" Hoje o SUS atende 150 milhões de pessoas, sendo o maior mercado de trabalho do médico em geral e dos especialistas em particular" , defendeu o coordenador da Comissão e segundo vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.
Foram analisadas outras estratégias de ação para 2012, como os fóruns regionais da Pró-SUS, ainda neste semestre; o trabalho da Comissão de Remuneração Médica no Ministério da Saúde, em que se discute o Código 7; as ações com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados com as emergências e a proposta de um projeto de lei de iniciativa popular para resgate da Emenda Constitucional 29 e maior financiamento da saúde.