Ciência e Tecnologia
30.01.2012
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Múmia confirma que câncer de próstata tem origem genética

Pesquisadores diagnosticaram o mais antigo caso de câncer de próstata no Egito Antigo e o segundo caso mais velho do mundo

 
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Uma equipe internacional de pesquisa em Lisboa, Portugal, diagnosticou o mais antigo caso de câncer de próstata no Egito antigo e o segundo caso mais velho do mundo. Usando scanners de tomografia computadorizada (TC), os pesquisadores identificaram o câncer em uma múmia conhecida como M1 "O câncer é um tema quente nos dias de hoje; os especialistas estão constantemente tentando sondá-lo na esperança de responder a pergunta 'quando e como é que a doença realmente evolui'. Descobertas como estas trazem-nos um passo mais perto de encontrar a causa do câncer, e, em última análise, a cura para uma doença que tem cercado a humanidade por tanto tempo", disse Salima Ikram, membro da equipe de pesquisa e professor de Egiptologia na American University in Cairo (AUC).

O estudo, publicado na International Jornal of Paleopathology usou tomografias computadorizadas com resolução de pixel de 0,33 milímetros em três múmias egípcias do acervo do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. As imagens revelaram várias lesões ósseas pequenas, densas e redondas localizadas principalmente na bacia da M1, na coluna e nos membros proximais, um indicativo de câncer de próstata metastático.

Até recentemente, os pesquisadores acreditavam que a ocorrência generalizada de agentes cancerígenos nos alimentos e no ambiente foram as principais causas de câncer na era industrial moderna. No entanto, segundo Ikram, "Estamos começando a ver que as causas do câncer parecem ser menos ambientais e mais genéticas. Condições de vida nos tempos antigos eram muito diferentes, não havia poluentes ou alimentos geneticamente modificados, o que nos leva a crer que a doença não é necessariamente apenas ligada a fatores industriais".

Ikram sugeriu que há mais mortes atribuíveis ao câncer hoje simplesmente porque as pessoas estão vivendo mais. "A expectativa de vida nas antigas sociedades egípcias variava de 30 a 40 anos, o que significa que os que sofriam com a doença provavelmente morriam de outras razões que não a sua progressão", ela argumentou.

A primeira detecção do câncer de próstata do mundo veio do esqueleto de 2700 anos de um rei cita na Rússia, que levou os cientistas a suspeitar que o câncer era bastante prevalente no passado, apesar da escassez de casos registrados.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Câncer de próstata    Diagnóstico    Tomografia computadorizada    Múmia    Egito   
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