Saúde Pública
publicado em 30/01/2012 às 11h50:00
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Exame para o diagnóstico de Hanseníase feito em parceria com o Programa de Saúde da Família (PSF) e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) em Maceió Artur Custódio Moreira, coordenador Nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase
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Exame para o diagnóstico de Hanseníase feito em parceria com o Programa de Saúde da Família (PSF) e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) em Maceió
Artur Custódio Moreira, coordenador Nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase

Apesar da queda no número de casos de hanseníase no Brasil, o preconceito ainda é um fator agravante para o controle da doença. No Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, celebrado nesse domingo (29), autoridades de saúde e organizações da sociedade civil se mobilizaram pelo fim da discriminação das pessoas que têm a doença. Apesar de ter cura, muitos brasileiros ainda se escondem e deixam de procurar o tratamento, com medo de sofrer estigma dentro da família, entre os amigos ou no trabalho.

Nesta segunda-feira (30), o embaixador da Boa Vontade para Eliminação da Hanseníase das Nações Unidas, Yohei Sasakawa, estará no Brasil para a assinatura de documento global pelo fim do estigma e da discriminação contra pessoas com hanseníase.

O assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e sanitarista Marcos Franco conta que, quando trabalhou com vítimas de hanseníase no interior de São Paulo, a maioria vivia no estado vizinho do Rio de Janeiro. Esses pacientes tinham vergonha de procurar atendimento médico na cidade onde moravam.

" O paciente tem medo de usar o serviço do próprio município onde vive. Temos que desconstruir esse estigma para dizer que a hanseníase é uma doença tratável e não um castigo de Deus" , disse Franco, que esteve em Brasília na semana passada para acompanhar a divulgação dos dados do governo federal sobre a incidência de hanseníase no país.

O coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio, recorda que centenas de crianças foram separadas dos pais durante décadas por causa do preconceito com relação à doença.

Até o final da década de 1970, uma lei determinava a internação obrigatória das pessoas com hanseníase em hospitais-colônia. Os pacientes tinham de entregar os filhos a educandários. " Foi a maior alienação parental que ocorreu no Brasil" , destaca Custódio.

Para reunir irmãos e filhos de ex-pacientes, o Morhan oferece exames de DNA para identificar os vínculos familiares e busca indenização do estado pela separação compulsória.

Em 2011, foram registrados 34.894 novos casos da doença, redução de 15% em comparação a 2010 (30.298 casos). Apesar da queda, o país ainda é o segundo no ranking mundial de prevalência da doença, ficando atrás somente da Índia, que registra cerca de 125 mil novos casos por ano. A meta das Nações Unidas, de menos de um caso para grupo de 10 mil habitantes, só deve ser alcançada no Brasil em 2015, de acordo com o Ministério da Saúde.

Fonte: Isaude.net
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